sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Capítulo XVI

Sorry pela demora, mas enfim, espero que gostem!

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~ Bruno

Que ódio.

Era só o que eu queria gritar pro mundo!

Que ódio.Que ódio.Que ódio.Que ódio.Que ódio.Que ódio.Que ódio.Que ódio.

Parece que eu só nasci pra me decepcionar. Eu querendo fugir de Karol, fugir de tudo o que sinto por ela ficando com a Joy, e o que eu descubro? Que elas são irmãs e que ainda por cima moram juntas!
Era demais pra mim. Meu maior desejo era sair pela rua batendo nas primeiras pessoas que visse, mas depois me martirizei por ter esse pensamento tão fútil. Me joguei no sofá com a respiração falha e as mãos no rosto
- Não pode ser, é castigo, é demais pra mim! - o celular começa a vibrar e tocar, tudo tava me irritando naquela hora, nem queria atender, mas vi o nome da minha querida irmãzinha piscando na tela 

"Presley"

- OOOOOOOOOOIII MANINHO! - gritou ela antes mesmo de eu dizer "alô". Ah, Presley...
- Oi Pres
- Sem cerimônia, preciso passar uns dias na sua casa pra ajudar a Karol com o casamento dela, posso? - tapei o fone do celular e resmunguei "casamento da Karol nhá nhá nhá" - BRUNO, SEU IMBECIL, POSSO?
- Claro que pode, Pres. Que idéia
- Que bom, então abre a porta - fui até a porta, abri e lá estava ela com o telefone no ouvido e a mala nos pés - Me ajuda com isso que ta meio pesado - desliguei o telefone e fui ajudar ela com a mala. Ela foi entrando e parou no meio do caminho
- Bruno, passou um furacão ou uma draga aqui?
- Não
- Tá nervoso por quê? - disse ela colocando as mãos na cintura
- Com tudo! - disse colocando a mala em cima do sofá e caindo no mesmo - Eu descobri que minha atual namorada e a Karol são irmãs!
- Não acredito que você tá namorando a Joyce
- Você conhece? Por que vocês nunca me falam nada disso?
- Porque pensei que você não fosse tão mulherengo a ponto de namorar com a Joy. Bruno, por favor, larga aquela lá
- Eu gosto dela, Pres, mas essa coisa dela ser irmã da Karol me quebrou
- Eu vou ser sincera com você - sentou ao meu lado no sofá - Eu .. não to levando muita fé nesse casamento da Karol. Tá escrito na testa dela que ela te ama e ta se casando pra esquecer você, e tá escrito na sua testa que você a ama e só ta com a Joyce pra esquecer ela e se ferrou porque as duas são irmãs
- Mas ela não quer saber de mim, Pres, ta apostando tudo nesse casamento. Eu não vou insistir mais, por isso investi na Joy
- Eu estou disposta a juntar vocês de novo. Mas só desta vez!
- Juntar a gente como?
- Bem .. Estamos organizando a despedida de solteira da Karol.. talvez se .. nós colocássemos você no meio ou sei lá. Eu tenho que pensar nisso tudo junto com as meninas. Mas você topa tentar mais uma vez se acertar com ela?
- Topo. Talvez dê certo. Eu amo tanto a Karol
- Dãa, já disse, tá escrito na sua testa - disse e rimos depois

~ Karol

Falta menos de 1 mês para meu tão esperado casamento com o John. Cuidando dos últimos detalhes da cerimônia e festa, enquanto as meninas organizam a porcaria da "despedida de solteira". Acho uma total bobagem, é só uma desculpa pra trair seus conjugues!
John estava sempre junto comigo, me ajudando nas escolhas de tudo, menos vestido, que ele não podia ver
- Amoor, não posso ver nem o vestido das madrinhas?
- Não, Johnny, já disse que não
- Mas é só o seu que eu não posso ver!
- To nem aí, nada de ver o vestido das madrinhas e ai de você - disse se jogando no sofá em cima dele - se mexer no meu notbook
- Que doce a minha noiva em - disse acariciando meu rosto e me roubando um beijo



~ Bruno

Se eu disser que relaxei nesse 1 mês antecedendo o casamento de Karol, eu estarei mentindo descaradamente.
Por que? Por um motivo bem óbvio:
Joyce.
É, isso aí. Minha 'namorada' não me deixou um segundo em paz. Quando não era carência de sexo, era de presentes e sair pra restaurantes que eu nunca ouvi falar pra comer lesma. Ggrrr, deu ânsia só de lembrar. Pra fugir disso e dos pensamentos sobre Karol, eu me enchia de trabalho, ou arrumava onde não existia. Eu estava muito estressado ultimamente, dava fora em qualquer um que viesse falar qualquer coisa, até em Joyce, mas parecia que ela não se importava
- Amoooooooooor, já viu essa bolsa nova da Louis Vuitton? Eu quero! - disse ela no notbook no sofá enquanto eu estava jogado no outro sob efeito de calmante
- Tudo bem, Joy, eu te dou
- Ah, e esse sapato, esse vestido... Vou fazer uma lista, e te passo
- Faça o que quiser...    
- E me leva nesse restaurante aqui - disse mostrando o notbook uma foto que ficou meio embaçada depois que pisquei
- Uhum... - e apaguei

~ Karol

- Falta 1 semana pro seu casamento, amiga, sabe o que significa? – disse Susan, super animada
- É, sei ¬¬’
- Ah, se anima, Karol – disse Layla
- É, preparamos várias surpresas. Você vai gostar .. – disse Pres
- Ai, tá bom. O que vocês aprontaram?
- Nós alugamos uma casinha no meio do nada. A casa é tudo de bom e eu já vejo uma festa rolando lá dentro! – disse Pres – Amanhã esteja pronta as 19:00hrs que a gente vem te buscar
- Vocês só inventam – disse me levantando – Esperem aí que eu vou ao banheiro.

~ Presley

- Tá bom, Pres, o que você tá aprontando? – disse Suzan
- Aquela casinha tava muito suspeita..- disse Layla
- Eu preciso da ajuda de vocês pra juntar meu irmão e a Karol de novo!
- Mas a Karol vai casar com o John, Pres, seria errado – disse Layla
- Eu sei, gente, mas ta na cara da Karol que ela só ta casando com o John, porque quer esquecer o Bruno. Seria mais errado ela casar, amando outra pessoa.
- Olhando por esse lado, é até aceitável – disse Suzan
- Também achei – disse Layla com carinha de arrependida.
- E então, vocês topam?
- TOPAMOS! – disse as duas
- Xiiiu. Eu só preciso que vocês me ajudem a levar algumas coisas pra lá e trancar aquela porta, quando a Karol entrar na casa. Tudo bem?
- Tudo bem, Pres
- O que vocês estão fofocando, em? – disse Karol voltando do banheiro
- Nada, Karol, nada mesmo ..

~ Karol

O dia seguinte foi totalmente corrido: Só passei na facul pra levar um dos últimos trabalhos do período e fui ao ultimo dia de trabalho da agência, por conta do meu afastamento pro casório, né?
Muito trabalho acumulado. Acabei por sair de lá quase em cima da hora de ir pra festa com as meninas.
Tomei um banho relaxante e vesti um vestido preto, com um sapato de salto. Coloquei as jóias de sempre (colar com clave de Sol e meus brincos), fiz uns cachos no cabelo, e no rosto, apenas um delineador e um batom nude.


Logo as meninas ligaram e eu desci pra ir junto com elas. Entrei no carro e elas estavam com um sorrisinho estranho, ignorei. Viajamos por mais ou menos 30 minutos até chegar em uma casinha pequena, mas muito bonita, pintada de bege e branco pelo lado de fora e seu telhado vermelho, como nos desenhos animados.



Saímos do carro e paramos na porta da casa
- Bom, amiga, preciso que você vende seus olhos, porque temos uma surpresa. Não pode tirar até eu falar! - disse Suzan
- Ai meu Deus, tudo bem – ela colocou uma faixa preta em meus olhos e foi me guiando pra dentro da casa, supus, me sentou em um lugar confortável, que logo identifiquei como uma poltrona
- Amiga, só pode tirar na hora que eu mandar, ok?
- Ok. – fiquei paradinha esperando ela mandar eu tirar aquele negócio do olho que já tava me dando agonia. Logo após, sinto dois dedos segurar meu queixo e um beijo bem devagar no meu pescoço, me fazendo arrepiar por inteiro. Depois uma mão segurando o lado direito do meu rosto, dando um beijo mais intenso no mesmo lugar, seguido de uma mordida vagarosa na minha orelha
- Seja minha essa noite, Karol
Reconheci aquela voz rouca, sexy e que me deixava extasiada. Tirei a venda e olhei em seus olhos. Ele estava tão lindo, descalço, de calça skiny preta, blusa branca e um blazer preto por cima, seu cabelo em um perfeito topete, do jeito que eu gosto
- Peter...

sábado, 16 de novembro de 2013

Capítulo XIII

Hi pessoas!
Não demorei, viram?

Taí, cheio de tretas, e logo terá mais! tiau tiau!

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Dormir na casa da Joy foi o pior escolha que já fiz em toda a minha vida.
Depois de pedi-la em namoro.

Abri os olhos involuntariamente  Olhei pro lado, Joy dormia serena e eu acariciei seu rosto fazendo-a resmungar e se mexer um pouco. Resolvi fazer um café e trazer na cama pra ela, realmente, eu queria que nosso relacionamento desse certo, eu queria esquecer a Karol de uma vez por todas.
Vesti a minha camisa e a bermuda que estavam jogadas ali e fui na cozinha. Me surpreendi com uma jovem que tomava café, sentada na cadeira apoiada na pequena mesa que havia no canto da sala. Não havia como ver seu rosto, pois seus cabelos negros o cobriam por completo. Ela vestia um vestido preto, com a sapatilha de mesma cor. Parecia meio .. gótica (?)
- Bom dia .. Você deve ser a irmã da Joyce, não é?
- Sim - disse ela falando bem baixo, como um sussurro
- Hãam .. você tem nome? - disse, essa garota é muito estranha
- Tenho - disse ela com o mesmo tom de sussurro
- Pode me dizer qual é? - disse sorrindo, aquilo estava ficando engraçado
- Não. Me desculpa, estou atrasada - disse ameaçando a se levantar, quando Joy chegou
- Bom dia amor - disse ela me dando um beijo - Ah, finalmente conheceu minha irmãzinha - disse indo ao seu lado, a garota permanecia o tempo todo com a cabeça baixa fazendo seus cabelos cobrirem totalmente o seu rosto - Diz oi pro Bruno, Karolyn!

Karolyn? Não pode ser! Sim, era ..

Quando a garota levantou a cabeça, seus olhos castanho-claro cruzaram-se com os meus. Era ela, a minha Karol .. A garota que eu sou apaixonado desde meus 16 anos de idade, com quem tive os momentos mais lindos da minha vida. A mesma garota que um dia eu magoei. Ela estava se escondendo de mim, e iria embora se Joyce não chegasse e revelasse tudo
- Oi .. Bruno - disse ela com um sorriso falso
- Oi Karolyn - eu tava gelado por dentro. A surpresa foi tanta, que meu coração parou. Eu nunca iria imaginar que Joyce e Karol eram irmãs. Eu sabia que Karol tinha uma irmã mais velha que morava com a tia aqui em LA, mas nunca pensaria que seria logo a Joy.
Agora tudo se explica, tudo entra nos eixos
Fomos surpreendidos com a campainha tocando
- Eu atendo! - disse Joy indo correndo abrir a porta
- Parabéns, Bruno - disse ela, com total desprezo - espero que seja feliz nesse relacionamento - Fiquei mudo, ainda não havia caído a ficha de nada. Mas como tudo que está ruim pode piorar ..
- Olha quem chegou, Karol! - disse Joy ao lado de um cara alto, loiro, sorridente demais e com um buquê de rosas vermelhas nas mãos
- Johnny! - disse Karol sorrindo e indo em direção a ele, pegando o buquê e dando um beijo longo nele. Joy veio ao meu lado me abraçando e suspirando
- Apesar do John ser uma mala, eles são tão fofos juntos
- Ele que é o noivo da sua irmã? - disse enquanto os dois conversavam
- É sim, vão casar mês que vem. E você vai me acompanhar na cerimônia deles - me deu um selinho
- Desencalhou, em loira? - disse o talzinho pra Joy
- Vai se ferrar, John! Esse é meu namorado, Bruno
- Prazer em conhecê-lo, John - disse



- Prazer em conhecê-lo também, Bruno - disse sarcasticamente. Por fora eu estava calmo, mas por dentro eu fervia, eu tava com uma vontade imensa de socar a cara desse John por algum motivo
- Vamos todos tomar café, então?
- Éer, não vai dar, Joy, eu tenho que passar no estúdio. turnê tá chegando e tem muita coisa a se fazer - menti, eu queria muito sair dali
- Turnê? O que você faz, Bruno? - disse o tal do John
- Eu sou cantor ..
- A quanto tempo? Eu nunca ouvi falar de você - disse, aquele cara já tava dando nos nervos
- A mais ou menos 3 anos
- Fala sério que você nunca ouviu uma música do Bruno Mars, John? - disse Joy indignada
- Já devo ter ouvido, mas não estou lembrado - Era a gota d'agua, ou eu saía dali, ou eu socava a fuça desse cara
 - Prazer em conhecer todos, eu já vou - disse me dirigindo a porta
- Calma, Bru, eu vou com você até o térreo
- Tudo bem - Joy me acompanhou até o carro, onde nos despedimos com um beijo demorado demais, dei a partida e fui. No meio do caminho fui me lembrando das palhaçadas daquele John. Bem que a Joy disse que ele era um mala, que vontade de socar a cara dele, que ódio de tudo!
Cheguei em casa fora do meu juízo normal. Bati a porta e a raiva era tanta que eu descontei na primeira coisa que vi na frente



~ Karol

[DESPERTADOR/] 

Me espriguicei, olhei pro teto e não tinha a menor coragem de levantar e desligar a musica ótima que tocava

When I was younger, so much younger than today
I never needed anybody's help in anyway  ♫

Desliguei o despertador, tomei um banho e vesti uma roupa simples apenas pra facul, já que Prime&Prop (Empresa onde trabalho) só amanhã.



Saí do quarto em direção a cozinha pra tomar café, quando vejo a porta do quarto de Joy entreaberta, curiosa, olho pra ver se ela já está acordada, quando me surpreendo com Bruno e Joy dormindo abraçados, sem roupas, cobertos pelos lençóis cor-de-rosa. Fechei a porta e fui a cozinha, com o coração apertado, segurando o choro sem saber por que.
Fiz um chá de frutas vermelhas, umas torradas e sentei na pequena mesinha que havia na sala. Estava quase terminando de tomar meu chá, quando percebo a presença dele
Droga! pensei que iria continuar dormindo até a hora de eu sair
O que eu faço agora?
Abaixei a cabeça e os cabelos taparam o meu rosto. Ele tentou se comunicar, super educado, eu tava quase conseguindo me livrar dele, mas a Joy chega e estraga tudo. Meus olhos cruzaram com os dele e meu coração acelerou no mesmo instante. Nos tratamos como estranhos até a Joy sair pra atender a porta, minha vontade era de falar tudo o que eu sentia, mas apenas fui irônica
Joyce chegou acompanhada de John, que disse que chegaria de Londres essa semana. Fiquei feliz em vê-lo, fui ao seu encontro esquecendo até a presença de Peter e o beijei intensamente, morta de saudade


- Eu tava com tanta saudade de você .. Queria mandar aqueles problemas da empresa pelos ares e viajar pra te ver logo .. - ele sussurrou no meu ouvido
- Pensei que vinha só no dia do casamento! - sorri e ele retribuiu, me dando as flores
- Não, meu amor, eu dei um jeitinho, quero participar de tudo com você - disse me dando um selinho e virando pra Joy e Peter que estavam ali repetindo o gesto
- Desencalhou, em loira? - disse John zoando a Joy, pareciam duas crianças
- Vai se ferrar, John. Esse é meu namorado, Bruno - a palavra "namorado" me fez estremecer .. Ele havia pedido ela em namoro, provavelmente, pra esquecer de mim, mas foi a maior merda que ele já fez.
Eles se cumprimentaram, o John com total sarcasmo, coisa normal dele, e Peter com o maior desprezo e raiva contida. Eu tava vendo ele se morder de ciúme naquele lugar, louco pra ir embora. Joy convidou todos pra tomar café, Peter saiu com uma desculpa esfarrapada e foi embora acompanhado da Joy. Quando havia só eu e John no apartamento, ele me surpreende
- Esse que é o Peter, não é? - glup, estremeci
- C-claro que não, John, de onde você tirou isso? - disse sorrindo
- Eu to vendo nos seus olhos que está mentindo, você gaguejou e sorriu. É ele? - suspirei
- É. Como você sabe?
- Minha sobrinha, Naomi, de 15 anos, ama esse cara. É Bruno Mars pra lá, Peter não sei o que Hernandez pra cá ..
- É Gene .. desculpe - ele riu
- Tudo bem. Ele não dá em cima de você, dá? - disse segurando meu queixo
- Não .. Ele está com a minha irmã, agora, e eu estou noiva de você. Cada um seguiu seu rumo
- Que bom, porque se ele tentar alguma coisa com a minha Lyn .. Ele não sairá vivo dessa
- Nossa, John, que horror - disse dando um tapa no seu braço - Parece um serial killer falando

- Só estou cuidando do que é meu - disse sorrindo e me dando mais um beijo

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Capítulo XII

Olá Young Girls!
Bem, desculpem a demora, é que final de ano não é facil =s
Mas enfim, to mais tranquila com algumas coisas e vou postar com menos intervalo de tempo ;)
Desculpem pelo cap meio sem graça, prometo que no próximo terão fortes emoções!
Enjoy!

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- Nossa .. O que foi isso? - disse Joy  rindo logo após cair na cama, ofegante. O que eu mais temia aconteceu: Eu transei com a Joy pensando na Karol. De novo. Toda vez que olhava seu rosto, via a Karol em êxtase ao invês da Joy .. Foi uma tortura pra mim. Nos vestimos e fui levar Joy em casa, ela me beijou bem intensamente deixando um gostinho de quero mais e entrou. Fui pra casa, pensando no que eu acabara de fazer e no que eu pretendia fazer ..

~ Karol

Eu sou apaixonada pelo Peter
Mas estou noiva do John. E o que eu escolhi? Me afastar do Peter. Eu quero do fundo do meu coração que meu casamento dê certo, quero esquecer aquele traidor de marca menor (por que né ..), eu quero ser feliz pelo menos uma vez na vida! Não aguento mais mentira, mais traição, mais ilusão! Dei um ponto final a tudo isso, no aeroporto, zerando todas as chances que podiam existir de voltarmos.



[1 mês depois/]

- Vamos lá meninas, quero a opnião de vocês! Eu trouxe essas opções de doces e bem casados - disse Suzan, amiga da faculdade
- Bem, como combinado, eu trouxe bolos, ornamentação e roupas do paje e da daminha - disse Layla
- E eu fiquei com a trilha sonora, lugar da festa, a viajem de Lua de Mel e os preparativos da sua despedida de solteira! - disse Pres rebolando como se estivesse em uma festa
- Despedida de solteira, gente? Isso é mesmo nece ..
- CLARO QUE É NECESSÁRIO! Ká do céu, sua despedida vai ser uma festinha só pras meninas, junto com uns gogoboys ...
- O Giovani sabe dessa sua animação toda pros gogoboys?
- Deixa eu complementar ser humana? Sem nossos noivos/namorados/peguetes e afins saberem!
- Ah, eu mereço vocês! Vamos, me mostrem tudo o que vocês pesquisaram, quero ver! - Elas ligaram o not na Tv e eu fui escolhendo a dedo quais as opção que eu queria. Quase tudo escolhido, falta apenas o ..
- VESTIDO DE NOIVA! - disseram as três
- Isso foi a primeira coisa que procurei, só tenho que ir lá no Ateliê hoje no fim da tarde fazer uns ajustes - disse
- Ok, agora ... a despedida de solteiro
- Gente, pelo amor de Deus, esqueçam isso! - disse e rimos logo depois

~ Joy

Bruno e eu estávamos nos dando muito bem depois que ele voltou dessa viagem, nos encontrávamos todos os dias e sexo rolava na maioria dos encontros. Eu estava feliz com essa relação doida minha e dele, estávamos a quase um mês e meio 'juntos'.
Cá estou eu, deitada entre os lençóis brancos da cama king size de uma suíte cinco estrelas, um pouco longe de Santa Mônica, depois de uma noite daquelas com o Bruno. Aquele homem tinha um fogo, era incansável .. Estava retomando meu ar depois de mais uma vez que fizemos
- Ufa, que vez foi essa? 5° ? - disse despertando ele dos pensamentos
- Não sei .. deve ser .. a 3° ?
- Não Bru, a 3° foi no chuveiro, lembra não?
- Ah sim .. Éer, foi .. - disse disperso
- Bruno no que você tanto pensa? - disse sentando na cama olhando pra ele. Ele olha pra mim, analisando cada detalhe e guardando pra si e responde depois de uns minutos
- Uma decisão, Joy. Um pedido a você
- Que pedido? O que você quer? - disse sorrindo, será que era isso que eu estava pensando?
- Eu quero que seja minha namorada! - Sabe fogos de artifício? Alguns explodiram dentro de mim. Finalmente, Bruno é meu!

~ Bruno

Depois de transar com a Joy umas 4, 5 vezes , deitamos na cama e fiquei a pensar: Era isso mesmo que eu queria pra minha vida? Um lado dizia que eu iria ser infeliz por estar com a Joy pensando na Karol, mas por outro, dizia que eu tinha de deixar de ser idiota e parar de correr atrás de quem não quer saber de mim, de quem está comprometida e me ignora completamente.
- Bruno no que você tanto pensa? - disse ela sentando na cama, nua, envolta somente pelos lençóis brancos. Olhei pra ela por uns minutos e lembranças vieram a tona
" - Me deixa em paz! segue sua vida (?) (aeroporto)"
Joy era uma mulher linda e gostava de mim, por que não? É com ela que vou esquecer da Karol, é com ela com quem formarei uma família e viverei feliz até morrer
- Uma decisão, Joy. Um pedido a você
- Que pedido? O que você quer? - disse ela sorrindo
- Eu quero que seja minha namorada! - Era minha chance de tentar, de esquecer tudo e simplesmente ser feliz. Ela não parava de sorrir e suspirar, até que com um abraço e um beijo bem demorado ela disse
- Claro que eu quero Bru, é tudo que eu mais quero nessa vida!

[...]

- Nossa noite foi maravilhosa, namorado! - disse ela me dando um selinho longo
- Boa noite amor - disse passando a mão em sua perna e dando um selinho
- Você me chamou de amor pela primeira vez, isso é tão lindo - dei um sorriso torto e confirmei. Olhei pra cima e no apartamento dela não tinha nada aceso
- Ué, tá tudo apagado no seu apartamento - disse saindo do carro, ficando na porta olhando pra cima. Ela saiu e fez o mesmo
- A minha irmã saiu, ela nunca vai dormir a essa hora! Você bem que podia entrar ..
- Acho que a sua irmã não vai gostar muito da idéia - disse
- Você agora é meu namorado, não um estranho! Vem, ela nem ta em casa!
- Tudo bem, Joy, eu vou .. - disse entrando no carro novamente, ela fez o mesmo e eu deixei o carro no estacionamento, subindo junto com ela. Ela abriu o apartamento e ..
- Ninguém, finalmente a casa pra mim! - disse ela comemorando enquanto entrava na sala - Quer alguma coisa pra comer ou beber? - disse ela inocentemente. Joy vestia roupa social, pois eu tinha buscado ela no trabalho. Estava ... sexy
- Quero .. você! - disse e fui até ela a agarrando e roubando um beijo cheio de desejo, ela partiu o mesmo dizendo
- Vamos pro meu quarto!

~ Karol




- Você tá uma princesa, Karol, uma princesa não .. Uma rainha! - disse Layla, sempre melodramática
- Eu achei lindo, é perfeito, Karol, ótima escolha - disse Suzan
- Preciso dizer? Você tá uma gata! o John vai chorar que nem um bebê no altar - disse Pres. ah, sempre ela
- Obrigada meninas, vocês são as melhores madrinhas! - disse dando um abraço coletivo

~ Bruno

"You got your legs up in the sky
With the devil in your eyes
Let me hear you say you want it all"

- Me dê tudo, amor, me dê tudo seu ..
- Shiiiiiiiiuuu - disse tapando sua boca com a minha mão e dando investidas cada vez mais fortes. Ela apertou os lençóis e se contorceu quando chegamos ao clímax juntos. Caímos exaustos e suados um ao lado do outro, ela deitou em meu peito me abraçando 
- Você é o melhor namorado do mundo! - me beijou e voltou a se deitar
Fiquei pensando se era isso mesmo que eu queria pro resto da minha vida .. Talvez
O cansaço me venceu, eu iria embora no outro dia de manhã. Abracei Joy e me rendi ao sono.

domingo, 27 de outubro de 2013

Capítulo XI

Demorei um ano, porque tempo que é bom, nada!
Taí, bem esquisito e talz

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Saí correndo da praia meio que sem rumo. Precisava pôr meus pensamentos em ordem. Por mais que Peter ainda mexesse muito comigo, eu não poderia ceder, ele tem a vida dele e eu a minha. 
Disse coisas que eu não queria, mas que eram precisas, pelo menos naquele momento. Andei tanto, que quando percebi estava em frente a uma praça, onde vi vários casais apaixonados e crianças brincando. Sentei em um dos bancos e sonhei acordada: Ah, como eu queria que um daqueles casais fosse eu e ele e uma das crianças, um bebê nosso. Mas não, a realidade é outra, e está mais do que na hora de eu continuar seguindo a minha vida,  e espero que ele faça o mesmo. Fiquei ali, refletindo em tudo e em nada ao mesmo tempo

~ Bruno 

Fiquei no 'PP' vendo ela se afastar e logo desaparecer.
Peguei a garrafa e atirei longe, com raiva de mim mesmo: Idiota, por que você sempre faz tudo errado?
Sentei na rede e olhei pro lado. Sua ausência deixava um vazio, um espaço enorme. Parecia que ela estava ali, e eu só queria abraçá-la
" A deitei na rede e olhei no fundo dos seus olhos
And I promisse to love you
The rest of my life
Ela sorriu. O sorriso mais lindo que eu já tinha visto
- Eu te amo, Peter
- Eu te amo, Karol - e unimos nossos lábios. Aquele sim, eu poderia classificar como um dia perfeito"

Olhei pra imensidão do mar e o pôr-do-sol, pensando, se dias solitários como aquele, se repetiriam.

[...]

Acordei com um vento forte, a janela escancarada e as cortinas azuis balançando. Sentei na cama e olhei em volta: estava no meu quarto, mas ... como eu fui parar ali, eu não sei. Levantei com muito custo, indo direto pro banheiro tomar um banho bem frio, minha cabeça explodia e meu corpo estava tão dolorido que parecia ter passado um caminhão por cima dele
Vesti uma camisa branca, uma bermuda camuflada e coloquei um boné pra esconder o cabelo que eu tava com uma puta preguiça de pentear

.

- Ué, cadê todo mundo? - disse chegando na cozinha e vendo apenas Pres tomando café e lendo uma revista. Sentei-me do lado dela
- Saíram de manhã, acho que daqui a pouco estão de volta .. - disse sem olhar pra mim, dando uma golada no seu café e folheando a revista - Onde você se meteu hoje? - disse finalmente olhando pra mim - Nem vi você chegar!
- Fui na praia. Espairecer
- Como foi a conversa com ela?
- A pior possível. A gente brigou de novo, ela jogou tudo na minha cara e disse pra eu desaparecer da vida dela ..
- Calma maninho, olha, ela tá abalada ainda por te encontrar assim depois de tanto tempo
- Eu quero ela de volta!
- Tá meio tarde, você sabe disso ..
- Infelizmente. Eu vou fazer de tudo pra ela ser minha de novo, escreve o que eu to te dizendo
- Bruno, olha, ela tá seguindo com a vida dela, tá noiva, vai casar. Deixa ela em paz, você só vai piorar as coisas se continuar forçando
- Não! Eu quero ela de volta, ela vai ser minha!
- Teimoso como uma mula .. - disse ela fechando a revista bruscamente, deixando a xícara na pia e subindo pro quarto. Olhei para o quintal gramado lá fora, estava escurecendo e iria fazer uma noite linda. Parecia que eu via nossas 'almas' alí, reproduzindo tudo, como uma lembrança

" - VOCÊ É LERDO, VEM ME PEGAR! - disse ela correndo pra parte de trás da piscina e mostrou a lingua
- Vou te mostrar onde colocar essa lingua - disse correndo atrás dela, que rapidamente se deslocou até a parte gramada do quintal. Era uma noite abafada, o céu azul escuro estava estrelado e a Lua era a testemunha da nossa inocente brincadeira
- Você é rapida, hein - disse apoiando as mãos no joelho puxando ar
- Não, você que é lerdo!
- Garota, para de chamar assim - disse saindo em disparada atrás dela, que não deu tempo de correr. A agarrei por trás e a fiz me encarar - Quem é o lerdo agora?
- Você!  Lerdo ... meu lerdo .. - disse encostando nossas testas e iniciando um beijo calmo. Finalizamos os beijos com selinhos e a peguei no colo de surpresa
- PETER!!!! - disse se debatendo pra sair do meu colo, mas não conseguiu, e eu me joguei na piscina com tudo junto com ela. Demos um beijo debaixo d'água e subimos á superfície o finalizando - Eu te amo, tartaruga
- Eu te amo, bunny"

- Você vai voltar a ser minha, Karol, vai sim .. 

~ Karol 

O colo dela, era o melhor do mundo. Aproveitei e chorei alí mesmo, sem se importar, eu queria colocar tudo pra fora
- Chora, minha princesa, chora muito. Esgota todas as lágrimas que tem aí - dizia minha mãe, acariciando meus cabelos e me acolhendo em seus braços
- Eu só queria que ele entendesse que eu vou casar, e não quero trair o John .. Só isso, que ele me deixasse em paz! - disse desabafando 
- Ele vai te deixar em paz, meu amor. Essa é a ultima vez que ele tenta alguma coisa com você .. Vamos mudar de assunto, vem cá - disse pegando meu rosto e limpando minhas lágrimas - Pudim! - ela disse e imediantamente eu caí na risada. Mamãe sabia que a palavra "pudim" me fazia morrer de rir, o por que, eu não sei até hoje
- Mãaaee!!
- Pronto, tá bem mais bonita assim, sorrindo - dei um sorriso fraco
- Eu perdi o voo por causa dele, mas pelo menos consegui agendar pra amanhã de manhã. Eu preciso voltar pra casa!
- Você vai voltar, infelizmente, e eu só vou no grande dia mesmo. O pessoal da loja não me dá sossego
- Eu sei mãe, pelo menos você estará lá, fico feliz com isso
- Claro! Você acha que eu ia faltar logo no dia mais importante da minha menina? 
- Eu sei que não - sorri
- Chega de conversa! Agora a senhorita vai tomar um banho, comer alguma coisa e ir pra cama, já!
- Me senti com 5 anos agora - disse e rimos muito

[...]

Levantei cedo na manhã seguinte, tomei um banho frio e vesti um cropped preto com o símbolo do superman, uma calça escura, meu bom all star, prendi o cabelo de qualquer jeito e pus uns acessórios básicos. Com preguiça de fazer make àquela hora da manhã, coloquei um óculos no rosto, e tá tudo certo. 



Desci às escadas, e lá estava minha mommy linda preparando o café. Comemos juntas, com muitas risadas e um clima de despedida. Logo o táxi chegou e ela começou  o drama, dizendo que eu era uma filha desnaturada que ia ver a mãe uma vez na vida outra na morte. Me despedi dela e entrei no táxi em direção ao Aeroporto ..

[...]

- 15C ... 15C .. Achei - coloquei minha pequena malinha no bagageiro e sentei apertando o cinto e olhando pela janela como de costume. Senti sentarem ao meu lado e me virei pra ver. Droga, por que eu fiz aquilo?
- K-Karol? - disse Peter, ofegante,  sentado ao meu lado com uma cara de assustado
- Oi, Peter
- O que tá fazendo aqui?
- Acho que a mesma coisa que você. Voltando pra casa ..
- Ah sim. Tudo bem, eu não vou te incomodar - sorri fraco e voltei a olhar pro outro lado até ouvir aquelas vozes chatas de avião dizer:
"Senhores passageiros, apertem os seus cintos, pois por conta da decolagem, passaremos por uma turbulência. Tenham uma boa viagem"
Droga!
Mil vezes, droga!
Eu simplesmente morro de medo de turbulência, parece até que o avião está caindo, e mesmo sabendo que não está acontecendo tal fato, eu continuo tendo medo. Me segurei ao máximo na poltrona, mas foi inevitável: Assim que o avião começou a passar por turbulência, eu abracei o Peter fechando os olhos, como uma criança quando sente medo do bicho-papão. Imediatamente seu perfume invadiu minhas narinas e suas mãos me acolheram, e ele beijou o topo da minha cabeça dizendo "Não fica com medo, eu estou aqui, te protegendo". Pode parecer clichê, mas na mesma hora eu me senti mais segura, sentia até que a turbulência tinha amenizado um pouco ..
Assim que tudo acabou, eu me desvenciliei do abraço dele e voltei à postura
- Continua assim, tava tão bom .. - disse ele com aquele sorriso lindo com covinhas
- N-N-não, Peter, não posso .. Fica aí, e eu fico aqui - disse e virei pro lado assim como estava, ficando assim, a viagem inteira

~ Bruno

Me surpreendi com o abraço dela. Não sabia que tinha medo de avião, mas mesmo assim, a ajudei a superar, ela estava muito assustada e quase chorando, não tinha como ignorá-la. A abracei e passei a maior segurança pra ela, mas depois, ela me esnobou.
Tá, eu fiquei sem entender, mas ok, valeu a pena ter ficado só alguns minutos abraçado à ela. Alí eu percebi, que não deveria desistir da minha Karol.
Passamos a viagem inteira em silêncio, cada um virado pro lado oposto do outro. O avião pousou, e fomos pegar nossas bagagens na esteira. Ela pegou as dela e já ia saindo, quando eu vi a minha, a peguei e fui atras dela correndo
- KAROL! KAROL!  - Ela parou e olhou pra trás com uma expressão de interrogação, que logo mudou pra séria quando me viu - Me espera, eu .. só ... quero .. falar .. com ... você
- Fala logo, tenho muita coisa a fazer - disse seca
- Eu quero te dizer - posicionei o dorso da minha mão em seu rosto - que eu nunca vou desistir de vo .. de nós .. O que temos não é apenas amor, e sim, uma ligação forte que nem outra pessoa pode quebrar - ela me surpreendeu: o seu olhar doce se transformou em ódio em uma fração de segundos, fazendo com que ela tirasse minhas mãos de seu rosto bruscamente
- Desiste! Me deixa em paz! SEGUE SUA VIDA, ENTENDEU? - pegou suas malas e deu as costas, não me dando a oportunidade de dizer nada

[...]

Minha tentativa foi um fracasso. Voltei pra casa triste, com a cabeça a mil. Peguei meu celular e ..
- Uoooouu, 15 chamadas perdidas e 2 mensagens de voz .. Como faz pra ouvir isso? - Cutuquei lá e achei
" Oi Bru, o que aconteceu? Eu to com saudade, me liga"
" Bruno, você sumiu. Quando puder, me liga"

Não reconheci a voz, mas quando olhei a foto ..
- Joyce .. - apertei em "chamar". Em três toques, ela atendeu
- Oi Bruno! Pensei que tinha esquecido de mim ..
- Não esqueci não, Joyce. E então, como estão as coisas?
- Estavam boas, você sumiu esse final de semana, a casa estava livre . rs'
- Ah, eu tinha que resolver umas coisas
- Que pena . Mas a gente pode marcar de sair?

- Éerr .. claro!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Capítulo X

Oi pessoas.
Eu demorei, sim, mas foi por pura falta de criatividade
O ser lerdo que vos fala, precisou de um tempinho pra reorganizar as idéias e terminar de editar esse cap.
Bem, espero que gostem, desculpe a demora e a falta de criatividade desse capítulo. bjos e enjoy!

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Eu não sei o que aconteceu. 
Na hora que ouvi a voz de Peter me chamando, na hora gelei. Mas não queria encara-lo, eu sabia que por mais que eu tentasse ser fria, ele me derrubaria em um segundo, com seu poder que não sei de onde vem.Sei que na hora me pareceu ser uma boa saída, sabe? Estava tão cansada. No calor da situação falamos um monte de bobagens, coisas que inutilmente pensamos, mas não cabe dizer. Eu não queria dar um tempo, não queria que ele sumisse, eu queria poder abraça-lo e dizer o quanto eu o amo e que tudo ia ficar bem, mas eu só queria terminar com aquela gritaria, fugir, sei lá, virar pó, desmaiar, qualquer coisa. Ele não precisava ouvir algumas coisas que eu disse. Sei que o magoei. Mas agora não tinha mais jeito, eu precisava continuar seguindo a minha vida e ele também. 
Assim que acabei de arrumar a mala, segui pro banheiro e tomei um bom e belo banho quente. Estava precisando relaxar e tirar de cima de mim todo aquele peso que estava sentindo.



" Eu estava fazendo o dever de casa, quando ouço alguns assobios. Eram 23:00 da noite. Ignorei a maior parte deles até ouvir sua voz 

Loving you, like I never have before
I'm needing you just to open up that door
If begging you might somehow turn the tides
Than tell me too I've got to get this off my mind

Saí na janela e ele estava lá, cantando a minha música preferida, a música que dizia tudo entre nós dois

I never thought I'd be speaking these words
I never thought I'd need to say
Another day alone is more than I can take

Won't you save me?
Saving is what I need
I just wanna be by your side
Won't you save me?
I don't wanna to be
Just drifting through the sea of life ²

As lágrimas desciam sem esforço. Minha vontade era de me jogar em seus braços de lá da sacada mesmo. Mas eu desci, fui ao seu encontro."

Hey, Jude, don't make it bad, take a sad song and make it better. remember to let her into your heart, then you can start to make it better (88' ³

Saí cantarolando do banheiro. É, eu estava que nem a Jude: Mal e precisava de uma música fossa pra me sentir melhor. Me vesti com a minha camisa dos Beatles (era velha, mas a minha favorita), um short que eu achei lá, meu bom all star e meu cordãozinho de coruja.



Taquei um óculos na cara e prendi o cabelo em um rabo de cavalo. Eu estava afim de espantar toda a tristeza que havia em mim, mas não com uma música fossa que nem a Jude, tsi tsi tsi no no no .. Como uma boa havaiana, meu negócio era PRAIA!
- Mãe, vou dar uma volta na praia. Ainda tá cedo pro voo e eu quero ..
- Karolyn! Que blusa velha! Vista outra!
- Mãaaae, é a minha blusa favorita! Para de implicar com o que eu visto!
- Você nunca muda .. Tá ok, mas na hora de ir viajar, você vai trocar essa roupa, além desse short curto, essa blusa velha! Parece até que não tem roupa! -  disse Dona Helena, ela nunca muda
- Tá bem mãe, eu juro que troco de roupa quando for viajar - beijei sua testa e saí
A brisa, o som do mar, a maresia .. Tudo contribuía para o total relaxamento da mente e organização das idéias. Tirei o all star e fui caminhar na areia, bem na beirinha do mar, para sentir a água gélida batendo nos meus pés. Caminhei por um bom tempo até chegar na parte deserta da praia, onde tinha um lugar que eu chamava de "PP" (Place of Peace):  Consistia em vários coqueiros, plantados juntos um do outro, onde eu e Peter uma vez, colocamos uma rede para sempre irmos lá e namorar em paz.



Ah, Peter
Caminhei mais um tempo e avistei o PP. Mas espera, tinha alguém sentado na rede com um violão. Cheguei mais perto, tentando saber quem era, mas depois que dei uns 5 passos, sua voz se fez presente, com aquela música que ouvi no rádio outro dia
É, realmente, aquela música seria pra mim
Ele estava distraído, de cabeça baixa, nem notou que eu havia chegado
- P-Peter? - é, eu gaguejei, e na mesma hora que ele ergueu seus olhos pra mim, meu corpo todo se arrepiou e meu coração parecia que ia rasgar meu peito pra sair
- Karol! - exclamou ele, levantando rapidamente, jogando o violão na rede e .. vindo me abraçar (?) - Karol, por favor não vai embora - disse meio embolado e segurou meu rosto - Olha, eu respeito seu casamento, mas por favor, só não se afasta de mim, não quero ficar longe de você mais nenhum segundo ... - Ele falava e o cheiro de bebida subia
- Bruno, você bebeu?
- Eeerr .. só um pouco
- Um pouco? - disse indo em direção a rede, tirando debaixo dela, enterrada na areia - Aqui tem menos de meia garrafa de whisky, Peter!
- Desculpa, eu precisava afogar a tristeza em alguma coisa ..
- Deixa pra lá - disse colocando a garrafa onde estava e sentei na rede - Eu .. queria te pedir desculpas pelas coisas que te falei mais cedo. Eu não queria te magoar, mas isso tudo tá me deixando sufocada. Eu vou casar, e de repente encontro você ...
- Tudo bem, Karol. Eu entendo que te perdi - disse ele com um ar totalmente dramático, mas que dava pra perceber que era verdade, e se sentou ao meu lado na rede - Mas eu não quero ficar mais longe de você, já basta todo o tempo que a gente perdeu ..
- Cada um seguiu seu caminho, Peter, ninguém perdeu tempo nenhum
- Perdemos sim. Poderíamos ainda estar juntos
- MAS NÃO ESTAMOS! - me exaltei. Essa insistência do Peter de tentar algo depois de tudo me irrita - Desculpa
- Tudo bem. Você tem razão de estar assim comigo. Mas ainda dá tempo ..
- Tempo de quê, Peter?
- De recomeçar do zero, de fazer tudo de novo - Enquanto dizia, ia se aproximando cada vez mais. Eu fiquei sem ação, seus olhos me hipnotizavam como aquelas cobras fazem antes de envolver, esmagar e engolir a presa. Quando dei por mim, Peter tomara meus lábios novamente, fazendo sentir-me a pior pessoa do mundo, por estar enganando o John. Me desvenciliei dele bruscamente e virei um tapa no seu rosto, me arrependendo logo depois, levando a mesma mão que cometeu tal ato de agressividade à boca, em sinal de arrependimento
- Desculpa, Peter .. eu .. eu ..
- Quer saber, Karol? EU CANSEI - disse ele levantando e pondo-se na minha frente - Eu to tentando de todas as formas fazer com que a gente fique bem, mas você não ajuda!
- Ficar bem pra você é me beijar a hora que bem entender? Entende uma coisa, Peter, EU ESTOU NOIVA. VOU CASAR COM UM CARA QUE REALMENTE ME MERECE! Não é certo eu ficar me agarrando com você enquanto o John está viajando a trabalho!
-  Já que seu lema de vida foi sempre "fazer o que é certo", assim será! Já que a sua vida ficou ruim a partir do momento que me conheceu, eu vou sumir dela! Pode deixar, eu nunca mais vou te procurar de novo. Bom casamento pra você, seja feliz!

- Você já sumiu dela uma vez, e foi na hora que eu mais precisei .. Não vai ser sacrifício nenhum! Boa sorte! - Droga, por que sou tão fraca? A essa altura meus olhos derramavam lágrimas e mais lágrimas. Abaixei e peguei meus sapatos e saí correndo daquele lugar. Aquela não era a "despedida" que eu esperava dele e de mim também, mas ele quis assim, quis insistir  e causou tudo isso. Vou sofrer? Claro que vou, mas logo passa, eu tenho o John ao meu lado, e eu sei que meu casamento com ele vai dar certo e eu vou esquecer o Peter de uma vez por todas. Quem sabe assim, longe de mim, será mais fácil.

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#COMENTEM!

Obs:

sábado, 21 de setembro de 2013

Capítulo IX

Olá pessoaaaaaaaal!
Uh, tá aqui o nove cheio de tretas, que eu sei que vocês gostam, porque eu adoro!
Obrigada aos comentários do capítulo anterior! Até a próxima!

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~ Karol

Assim que Bruno fez menção de levantar lentamente, eu tratei de sair daquele lugar. Saí pisando fundo, dando passos largos em direção a saída, que logo foi embarreirada por ele
- Karol, por favor, me ouve .. 
- Te ouvir? Você nunca mais quis saber de mim agora eu vou ter que te ouvir? Ouvir o que? Que você conheceu coisa melhor e me esqueceu aqui? Que tudo o que a gente viveu não valeu de nada? É isso? 
- Primeiro eu te peço desculpas por tudo. Eu nunca te esqueci Karol, eu vim justamente saber de você. Como você está ..
- Depois de 10 anos você vem saber como eu estou? É demais pra mim .. Sai daqui, eu vou embora pra minha casa!
- Por favor, me escuta, eu tentei voltar, mas ..
- Mas nada, o que você fez não tem explicação. Ai, não me interessa também, eu não quero mais saber de você, nunca mais, sai da minha frente - disse o empurrando mas foi em vão, ele não saía do lugar. Ele é baixinho, mas tem uma força ..
- Eu não vou sair. Vou até o fim até você voltar para onde nunca deveria ter saído. Do meu lado - disse a ultima frase arrastada, me agarrou e tomou meus lábios de um jeito que só ele sabia fazer. 



Era maravilhoso sentir o gosto do beijo dele novamente, a saudade era muita e a química entre nós também. No começo eu resisti, mas depois me entreguei a aqueles lábios macios e suas mãos quentes. Mas logo me veio um nome na cabeça: John Pauline. John não merecia que eu fizesse isso, é um ótimo noivo e aquilo seria uma total falta de caráter da minha parte. Empurrei Peter e saí correndo pela porta até a casa da Pres. Eu quero ir embora, é impossível ficar tranquila sabendo que Peter está aqui.

~ Bruno

O beijo dela era extasiante. Ela fugiu, e eu tentei ir atrás dela, mas fui impedido por Presley, Tahiti e Jaime
- Calma Bruno, deixa ela
- Deixar? Ela vai fugir de mim de novo, eu vou atrás dela!
- Não, você não vai a lugar nenhum, anão, senta aí - disse Pres disse me empurrando pro sofá
- Ela vai sumir de novo, já estou até vendo .. - disse cabisbaixo
- Tá bom, ô mãe Dinah, para de drama. Acalme-se, que eu sei onde a Karol se esconde. Mas você vai me prometer que não vai abrir o seu bico pra ninguém, ok? Eu quero te falar o que ela passou desde que você foi embora, Bruno
- Esse foi meu real objetivo de vir pra cá, Pres
- Bruno, desde que você foi embora, a vida da Karol se resumiu em: Te esperar - disse Tahiti
- Ela sofreu todos os dias longe de você. Karol passou a ser um zumbi, ela se fechou pro mundo, Bruno, por sua causa! - disse Jaime
- Ela nunca mais namorou ninguém, sempre dizendo que quando você voltasse, iriam se casar. Era só de casa pra escola, da escola pra casa .. - disse Tiara
- Tia Helena estava ficando preocupada. A gente tentava tirar ela de casa pra se divertir mas era em vão, na primeira oportunidade de sair das festas, ela saía. Ela dizia que as festas não tinham graça sem você. Ela amava dançar, lembra? - assenti - Pois é, depois disso, nunca mais ela dançou daquele jeito. Nem no baile de formatura ela foi. Até que ela se cansou, Bruno, ela se cansou de te esperar a vida toda e pegou todo esse tempo de festas pra estudar .. - disse Pres
- Conseguiu uma faculdade em Santa Mônica e mora com a irmã lá agora - concluiu Jaime
Fiquei boquiaberto. Eu não sabia o quanto Karol tinha sofrido por mim. E o baile de formatura, nós combinamos de ir juntos, dançar feitos loucos e no final, ganhar o título de rei e rainha do baile. Era seria minha rainha. Talvez seja tarde demais pra um arrependimento. Mas tarde, ou não eu vou lutar pelo o que é meu. Ou pelo menos foi um dia. Pres olhou pras meninas que balançaram a cabeça concordando e eu não entendi nada. Saiu da sala e subiu até os quartos, depois de um tempo voltou com algo em mãos: Era um papel amarelo, meio velho com o tempo
- Toma, lê isso! - disse ela me entregando o tal papel
- Mas .. o que é?
- Foi uma carta que a Karol deixou antes de ir, para entregarmos pra você caso voltasse. E estamos cumprindo com a promessa - disse Tahiti. Comecei a ler aquelas letras escritas com caneta preta, meio desgastada por causa do tempo



" Peter,
Quando você ler esta carta, provavelmente já estarei longe. Eu te esperei por muito tempo, mas uma hora eu não aguentei mais. Foram exatamente 8 anos de esperanças de que você voltaria para me buscar, casarmos e formar uma família como sempre sonhamos, ficar juntos para sempre, sabe? Mas quando penso em ficarmos juntos, não estou falando só em Lua de Mel. Estou falando de você e de mim, 2 pessoas reais. Queria acordar de manhã com você do meu lado, queria chegar a noite e jantar com você. Queria compartilhar com você cada detalhe bobo do meu dia e ouvir cada detalhe do seu. Queria rir junto com você e dormir nos seus braços. Porque você não é só alguém que eu amei no passado, você era meu melhor amigo, meu irmão e meu amante.
É triste saber que para você tudo o que passamos não valeu de nada, e que todos os planos que fizemos você não fez questão de me ajudar a realizar. Preferiu pensar apenas em você. Agora, Peter, eu penso apenas em mim também. Obrigada por me ensinar como ser fria, como se fechar pro mundo e viver apenas para si mesmo, porque é assim que tudo funciona quando temos uma grande mágoa guardada dentro de si: Nós tentamos escondê-la. 
Até um dia.
Com amor, Karolyn"

Eu estava quebrado por dentro. Não sabia o mal que tinha feito a ela, muito menos nessas proporções. Fazer uma mulher se tornar fria, é o pior erro que um homem pode cometer, porque a verdade é que vamos nos arrepender depois e pedir perdão, mas ela não vai ligar, você a ensinou que não deve se importar com isso. 
- E Bruno, tem mais - disse Pres 
- Mais?
- Sim. Aqui, esse é o meu - disse Tiara me entregando um envelope dourado.  Fiquei confuso, mas abri mesmo assim. Foi impossível conter pelo menos uma lágrima no momento em que li

Karolyn & John

Meu coração se despedaçou em um milhão de pedacinhos. Aquilo era um convite de casamento. Minha Karol estava noiva, era tarde demais.

[...]

Passei praticamente o dia inteiro na sala, sentado no sofá com aquela carta nas mãos. A noite chegou, todos foram embora e eu fiquei pra dormir na casa do meu pai, no dia seguinte, iria pra casa. Tomei um banho, vesti uma roupa qualquer e caí na cama. Fiquei a madrugada inteira lendo e relendo aquela maldita carta que Pres me entregou. A cada palavra lida, era um pedaço de mim sendo quebrado. O que mexia mais comigo era a ultima parte, ela estava fria, não ligava pra ninguém, se fechou pro mundo. Fiquei com medo disso, minha Karol não é assim. É alegre, risonha, se preocupa com todos que ama, solidária, amiga .. Não entrava na minha cabeça esse ponto de vista sobre ela. O dia amanheceu e lá estava eu, com o pensamento longe, resolvi levantar e tomar um banho pra despertar. 
Me olhei no espelho, e estava com a aparência horrível. Nunca em minha vida tinha ficado daquele jeito por ninguém, muito menos por mulher nenhuma. Karol despertava meu lado apaixonado, o lado "Grenade Guy", que pegaria uma granada por alguém que ama. Tomei um banho demorado e decidi que a nossa conversa de hoje não passa. Finalizei o banho, me arrumei e parti pra casa da tia Helena
- Bruninho! Nossa, quanto tempo - disse ela me recebendo calorosamente me dando um abraço. Tia Helena era daquelas tias que quando a filha trazia alguém em casa, fazia um mega lanche e zoava junto, como se fosse parte do grupo
- Oi tia, eerr .. a Karol está?
- Está sim, já tá arrumando as malas .. Quando vem é sempre corrido ..
- F-Fazendo as malas?
- Sim. Está no quarto dela, vai lá - disse dando passagem e eu entrei indo diretamente ao quarto dela. E estava lá, soluçando e enxugando as lágrimas com o dorso da mão quando caíam enquanto jogava suas roupas na mala
- Karol? -  ela se virou assustada e sussurrou logo depois
- Vai embora .. - e continuou arrumando as malas
- Não. Agora você vai me ouvir - disse pegando em seu braço e a virando pra mim
- Me. Solta - disse séria
- Por que você tá desse jeito? Você não é assim ..
- Você me forçou a ser
- Me perdoa por tudo que eu te fiz?
- Eu te perdoo,  mas some, desaparece da minha vida, por favor! - disse derramando mais lágrimas e eu soltei seu braço
- Eu nunca vou sumir da sua vida, e você também nunca vai sumir da minha
- É um pesadelo, só pode - disse indo em direção a janela do quarto


- Ficou tudo tão ruim assim agora quando você me encontrou? - ela virou bruscamente e despejou tudo em cima de mim
- Não, Peter, ficou ruim a partir do momento em que conheci você! Eu me martirizo até hoje por ter ficado te esperando que nem boba enquanto você curtia sua fama, seu dinheiro e todas as mulheres que você queria ficar! Como eu pude ser tão burra a ponto de pensar que você realmente me amava e que viria me buscar pra vivermos juntos o nosso mundo que planejamos juntos? Isso é ruim, perdi minha adolescência e parte da minha juventude, me iludindo pra no final das contas, 10 anos depois, você vir com a cara mais deslavada do mundo e dizer " me perdoa pelo que te fiz passar". Tá tarde, Peter, muito tarde
- Sei o quanto está tarde. As meninas me mostraram o convite do seu casamento
- Ainda bem. Eu encontrei alguém que me valoriza de verdade, ele sim me ama, me dá todo amor que eu preciso. É com ele que eu vou casar e construir uma família
- Mas tudo o que planejamos você enterrou?
- Sim. Você acha mesmo que eu acredito em contos de fada?
- Não, mas eu sei que você acredita em amor verdadeiro, senão não teria me esperado por tanto tempo
- Esse foi o maior erro da minha vida
- Você se arrepende?
- Muito. Fui uma idiota que achava que a paixãozinha de adolescente voltaria em um cavalo branco pra vir buscá-la
- Me desculpa
- Você só sabe dizer isso? Suas desculpas agora não mudam nada
- Eu sei disso, mas o que você sentia por mim não era uma paixãozinha de adolescente, era amor de verdade
- Disse bem: era
- Amor de verdade nunca acaba
- Quando não valorizado, acaba sim. Eu apaguei você da minha vida a anos, e tenho certeza de que você fez o mesmo desde que saiu daqui
- Eu nunca te esqueci, e nem quero. Você é minha vida, minha inspiração. E se tudo que tenho agora, eu tenho graças a você. É por nós que eu estou onde estou
- Não existe mais o "nós". Deixou de existir desde o dia em que deixei o Havaí e segui minha vida
- Não acredito em você ..
- Problema é seu
- Vai me dizer que não sente mais nada por mim, que não me ama?
- Não
- Diz isso olhando nos meus olhos - disse chegando perto dela
- Se afasta de mim - disse olhando pro chão e dando passos pra trás. Dei um passo largo e coloquei minha mão em seu rosto, fazendo-a me olhar
- Mente, Karol, quero ouvir de você - Os olhos dela marejaram
- I still love you, but you are not worthy of my love - disse chorando e tirando minha mão do seu rosto - Vai embora, segue sua vida, me deixa ser feliz pelo menos uma vez!
- Eu não te fiz feliz?
- Por pouco tempo
- Se é assim que você pensa, eu vou te deixar em paz. Parabéns pelo seu casamento, espero que ele te faça feliz
- Vai embora, Peter .. - disse com a voz embargada e a cabeça baixa. Não soube o que fazer ao vê-la daquele jeito, apenas dei meia volta e fui embora. Eu iria seguir minha vida, assim como ela pediu.