terça-feira, 20 de agosto de 2013

Capítulo VII

Ooi gente, chegando com mais um capítulo! 
Bom, como podem ver, caprichamos no tamanho dessa vez, mas vamos diminuir no fluxo das postagens, por conta dos comentários. Aproveitem o mega capítulo, beijos!

Contém sex on the beach :p

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A festa se estendeu até antes do amanhecer. Me despedi dos caras ( que estavam bem alegrinhos, exceto alguns, que iam dirigir) e entrei pra casa, tudo o que queria agora era um bom banho e cama!
Me arrastei até o banheiro, fui tirando a roupa e entrando no chuveiro, quente e relaxante. Saí enrolado na toalha e peguei uma cueca box e uma camiseta qualquer e me joguei na cama, quentinha. Fiquei um tempo fitando o teto e quando dei por mim, já pensava nela. Era Karol, Havaí, pulseira, eu e ela .. Tudo. Simplesmente tudo que a envolvia. Aquele mix de passado e presente mexia muito comigo.
Os primeiros raios de sol estavam surgindo e me despertaram dos pensamentos em que estava mergulhado. Levantei para fechar a cortina e sinto que pisei em algo .. Olhei pro chão, e era a pulseira novamente, abaixei e a peguei, segurando ela como se fosse meu mundo. Fechei a cortina e voltei pra cama com a pulseira ainda em minha mão. Continuei pensando em tudo que tem acontecido ultimamente, minha conversa com o Phill mais cedo .. Será que ele estava certo? Será mesmo isso uma brincadeira do destino querendo me alertar de algo? Tudo fazia sentido, talvez ainda dá tempo de correr atrás do tempo perdido, ou pelo menos descobrir o que aconteceu com a Karol. Não sei quanto tempo fiquei pensando nisso, só sei que uma hora, o sono me venceu.

~ Joyce

Fazia uma semana desde que saí com o Bruno e ele ficou de me ligar. E como não é nenhuma novidade o que os homens fazem, de prometer e não cumprir, decidi eu mesma ligar pra ele. Chamou, chamou, chamou e nada dele atender, quando eu estava quase desistindo, ele atende com uma voz grossa e totalmente sexy de sono
- Alô - disse quase sussurrando
- Oi Bruno, tudo bem?
- Tudo bem, mas quem é e por que ligou uma hora dessas? - Nossa, que educação
- É a Joyce, gato, me desculpa ter te acordado, é que já passou das 14:00hrs - ri de leve
- Ah, é que ontem teve uma festinha aqui com os meninos e eu acabei indo dormir super tarde
- Poxa, festinha e nem me convida .. Magoou - ri
- Nem eu sabia da festa meu amor, desculpa, mas da próxima eu te chamo! - Meu amor, ai que lindo
- Não esquece de mim, em. E o que você me diz de sair comigo mais tarde?
- Hum, tudo bem. Só preciso ver se tenho alguma coisa marcada pra hoje e tal ...
- Ok. Confere e depois me liga, vou ficar esperando
- Pode deixar, assim que souber eu te ligo
- Beijos gato - e desliguei. Hoje ele não me escapa!



~ Bruno

Acordei no susto com o toque chato do telefone. Eu tava com tanto sono e dor de cabeça que minha vontade era de fazer o celular voar pela janela. Nem conseguia abrir os olhos e atendi sem ver quem era, não reconheci a voz, mas logo ela se identificou, a Joyce. Me chamou pra sair com ela. Na hora eu pensei em dizer não, mas pensei bem e a enrolei dizendo de que iria ver se não tinha nada na agenda pra fazer hoje, sendo que eu estava ciente de a semana estava bem tranquila pra mim, tirando o estúdio e umas coisas que eram rápidas de se resolver. 
Joyce não era uma mulher de se dispensar, mas eu não me sentia atraído por ela, e um relacionamento sério agora nem passa pela minha cabeça, mas decidi deixar rolar e ver no que ia dar, não me prender demais ao passado, que aliás, nem sei se existe mais ..
Levantei, tomei um banho rápido e desci pra comer algo. Não sabia onde a levar, e tentando me redimir do nosso primeiro encontro fracassado, mandei uma mensagem, tomando a decisão de sair com ela

" Joyce, não tenho nada marcado pra hoje. Passo na sua casa as 21:00hrs, ok? Bruno"

Me arrependi depois, mas .. ah, já tava feito, dane-se. Logo a resposta veio

"Ok gato, estarei te esperando. Beijos. Joy"

Li e deixei o telefone em cima da mesa da cozinha, onde fiquei feliz de encontrar um bolo tampado e um bilhete: 

"Peter, não pude ficar, tive que visitar minha filha que está no hospital. Espero que goste do bolo, é o seu favorito! 
Beijos. Dorothy"

Dorothy Evans era minha vizinha nos tempos de escola, me conhecia desde criança e quando soube que ela estava passando dificuldades financeiras lá, pedi a minha mãe que a trouxesse para trabalhar aqui. Eu lembro do dia em que ela fez bolo de chocolate e calda de baunília pra festa de fim de ano da escola. Não sobrou nenhum pedaço pra contar história!

Cortei um pedação de bolo, e resolvi fazer alguma coisa até a hora de ir. Resolvi ir pro estúdio e ficar por lá até a noite chegar. Peguei violão, partituras, e vi algumas letras que tinha escrito, porém sem melodia


- Vamos por uma essência de música nessas palavras - Fiquei horas tentando colocar melodia na tal letra, mas nada saía. Eu tava passando por um bloqueio, sei lá, tudo errado, nada de bom saía.
Fiquei um tempo intercalando a cozinha, e o estúdio. Resolvi ver a hora e já estava quase dando 20:00hrs. Terminei de comer outro pedaço gigante de bolo e tomei um suco. Subi pro banho, pois estava quase na hora que tinha marcado com Joyce.
Tomei um banho com calma e vesti uma calça escura, camisa preta e um colete com alguns zípers que achei por lá, calcei um all star e uma fedora pra completar.
Me olhei no espelho e, para quem estava desanimado, até que está bom.



 Catei tudo o que precisaria em casa e fui rumo ao apartamento da Joyce. O trânsito estava bom, e não demorei muito. Estacionei o carro e interfonei avisando que estava à sua espera
Logo no segundo toque, atendeu uma menina com uma voz doce, angelical .. linda

~ Karol

Estava com sono, editando uns portifólios que Vanessa me pediu quando o interfone toca e a chata da Joyce grita
- ATENDE O INTERFONE PRA MIM, KAROL? FALA QUE TO TERMINANDO DE ME ARRUMAR!
- Ai, que saco - coloquei o notbook do meu lado na cama e fui atender
xxx
- Oi?
- Boa noite. A Joyce está?
- Está sim, ela mandou dizer que está acabando de se arrumar .. Quem deseja?
- Sou eu, Bruno. Avisa por favor que estou a esperando aqui embaixo? - Quando ele se identificou, eu congelei. A voz sexy dele não mudou nada com o passar dos anos, mal podia acreditar que estava falando com o meu Peter e não podia expor nenhuma reação ..
- Oi .. ainda está aí? - disse ele, e eu despertei
- OI! éer .. ela já desce! - disse e desliguei o interfone não deixando ele responder mais nada. Ele não podia, e nem eu queria que ele subisse e me visse. Fui até o quarto de Joy, ela estava passando maquiagem, parecia uma palhaça
- Joy .. o Bruno, tá te esperando lá embaixo
- Nossa, bem pontual ele. Não o convidou pra subir?
- Não, eu disse que você já estava descendo
- Nossa, como você consegue ser tão mal educada?
- Não sou mal educada, apenas disse que você já estava descendo, e não está?
- Estou, mas quem sabe ele não desiste de sair e fica por aqui mesmo?
- Aqui? Não .. nem pensar!
- E por que não? O apartamento é tão meu quanto seu, Karol
- Eu sei .. Mas você sabe que não gosto de estranhos aqui dentro
- Estranhos? Desde quando Bruno Mars é estranho pra alguém?
- Pra mim, desde sempre, não o conheço e nem estou afim de conhecer
- Ok mana - disse ela terminando de passar batom e guardando na bolsinha de maquiagem - Não vou perder meu tempo com você. Vou me divertir, é o melhor que eu faço! - disse pegando a bolsa
- Nem o meu com você, tenho muito o que fazer - dei as costas e voltei pro meu quarto. Sentei na cama e suspirei. Olhei pra varanda e a curiosadade de vê-lo bateu. Fui em direção a ela, e olhei ele lá embaixo, lindo, como sempre foi, meio perdido o que deixava ele mais lindo e fofo ainda. Incrível como se passou os anos e ele não mudou em quase nada. Fiquei observando ele por um tempo e de repente ele olhou pra cima, na direção da varanda e voltei correndo pro meu quarto
- Será que ele me viu? Tomara que não .. - Ouvi Joyce bater a porta do apartamento, o que significava que eu estava sozinha .. Tive uma idéia, peguei o telefone 
- Maya? Avisa pra todas as meninas: Hoje tem clube do sutiã aqui em casa! Fala pra elas trazerem todas as besteiras dos armarios delas, a noite vai ser longa!

~ Joyce

Logo que cheguei na portaria eu o vi, praticamente todo de preto, lindo e distraído. Fui me aproximando dele, e quando ele me olha, abre um lindo sorriso, quase derreti ali. Dei um abraço e um gostoso beijo, no qual ele não recusou. Parti o beijo com alguns selinhos 
- E então, pra onde vamos? - disse passando meus dedos pela nuca dele
- O que sugere?
- Na verdade eu ia te chamar pra subir e poderíamos ficar por aqui mesmo. Mas a chata da minha irmã está em casa, e ela não gosta que eu leve ninguém que ela ache estranho pro apartamento
- Ela está certa, hoje em dia tá muito perigoso. Eu também não gosto de pessoas estranhas na minha casa ..
- E desde quando você é estranho pra alguém?
- Pra sua irmã .. parece que eu sou - disse e sorriu
- Ela que é estranha, isso sim. Mas não vamos deixar ela estragar a nossa noite, que tal um barzinho e depois vamos a algum outro lugar?
- Por mim tudo bem, você é que manda - cheguei perto do ouvido dele e sussurrei
- Não sabe o perigo que corre dizendo isso - e mordi sua orelha de leve e dei a volta no carro

~ Bruno

Essa garota me provocava demais, muito atirada. Segui ela e abri a porta do carro, e por instinto, fiquei olhando de novo para cima para ver se a menina fujona da varanda ainda estava lá, mas não estava.
Entrei no carro e decidi perguntar
- Quem era aquela menina que tava na varanda do seu apartamento?
- Com certeza devia ser a minha irmã, por que?
-  Nada é que .. eu tava te esperando e senti que tinha alguém me observando e olhei pra cima. Não consegui ver direito quem era, por que assim que olhei, ela fugiu ..
- Ela é assim mesmo, toda estranha, a anti-social. Deixa ela pra lá, ela esta bem, vamos! - sorriu
- Tudo bem - Partimos em direção a um barzinho com musica ao vivo perto da praia, onde de vez em quando ia com os caras da banda. Era um lugar tranquilo, bem frequentado e longe dos paparazzis (o que é melhor). 



A noite estava linda, o céu azul escuro bem estrelado e a brisa um pouco gélida correndo. Sentamos em uma mesa um pouco afastada, bebemos alguns drinks apreciando a musica ao vivo, era um cara que cantava super bem. Conversamos sobre todo o tipo de coisa, rimos que nem loucos das besteiras que eu falava .. Joyce era uma mulher muito divertida e ria de tudo (e dava pra perceber que não era uma risada falsa, apenas pra agradar), além de ser linda. Resolvi ver a hora e .. Já passava da meia-noite
- Nossa, a noite voou - disse mostrando o celular com a hora pra ela - e nem percebemos
- É mesmo. Que tal darmos uma volta na praia?
- Ótima idéia. Vamos? - ela concordou, eu paguei a conta e fomos em direção a areia. Tirei meus tênis e ajudei ela a tirar as sandálias e caminhamos até um lugar bem afastado da praia, onde tinha umas pedras enormes. Encostei na pedra e fiquei olhando pro mar, com a lua refletida nela
- A noite está maravilhosa, não acha? - disse com um olhar distante
-  Sim, e super convidadiva - disse Joyce se aproximando
- Convidativa? - disse a encarando com um sorriso nos lábios - para quê, necessáriamente?
- Pra isso .. - disse ela, me roubando um delicioso beijo, que começou calmo, passou a ser urgente, mas logo se tornou mais quente e excitante

~ Joyce

Fui beijando cada parte daquela boca suculenta. Decidi que de hoje Bruno não ia me escapar. Ele ia ser meu de qualquer maneira. Não pude deixar de notar que sua excitação já se fazia presente e soltei um risinho de satisfação. Fui o beijando e o acariciando calmamente mais ao mesmo tempo provocativo. Não estava nem aí pra onde estávamos e se alguém podia nos surpreender. Eu já o queria muito, afinal, já tinha um certo tempinho que eu estava sem sexo e queria tirar meu atraso hoje, agora e ali de qualquer forma. 
Fui descendo minhas mãos calmamente pelo seu membro ainda coberto, mas que já dava pra notar o quão excitando ele também estava com a ideia de transar na praia. Fui intensificando meus beijos e carícias e agora Bruno já estava super empolgado e começou a me acariciar de um jeito que já estava quase saindo de mim. 
“Prendi” Bruno entre meu corpo e as pedras e fui escorregando minhas mãos pelo seu corpo todo ainda coberto e aos poucos fui percebendo os pontos aonde mais o excitavam, e eu estava adorando saber os pontos fracos dele. Passava minhas mãos lentamente, e quando fui subindo retirei seu colete, sua blusa e beijando cada parte daquele peitoral. Subi pro seu pescoço e fiquei dando leves chupões, desci minha mão para o seu membro, o excitando ainda por cima da calça. Sinto ele afastar minha calcinha e me invadir com seus dedos na minha intimidade que já estava toda molhada de tanta excitação. Ele sabia o que fazer e como fazer, estava maravilhoso. Decidi não perder mais tempo, abri sua calça e a abaixei com sua cueca junto. Seu membro logo pulou e o agarrei com minha boca e fazia leves movimentos com a língua naquela carrot deliciosa e enorme. Seu gosto era incrível, fui aumentando a velocidade aos poucos. Ele já gemia baixinho e ele segurava meus cabelos de uma forma que eu engolia aquela enorme carrot por inteiro. Quando percebi que ele estava próximo a explodir, decidi parar e subi lentamente o beijando e então o encarei com o rosto mais safado do mundo e o puxei até deitarmos de lentamente em uma pedra mais baixa, mas não deixava de ser enorme
- Quero você dentro de mim, agora!
Ele me encarou, ofegante, arrancou minha calcinha enquanto eu abaixava as alças do meu vestido, ajeitou minha perna e colocou por cima do seu ombro entrando com sua carrot com força dentro de mim. Dei um grito de dor e prazer, e ele me calou colocando sua mão na minha boca
- Shiiiiiiiuuuu  - E continou fazendo movimentos de vai e vem cada vez mais forte, parecendo um gorila selvagem. Estavamos muito suados e gemendo coisas sem sentido, até que senti um orgasmo delicioso se formar dentro de mim 
- Bru .. Bru.. no, aiiii, eu não vou aguentar mais ..
- Me dê tudo de você!
- Mais, mais - eu dizia pendendo a cabeça pra trás e arqueando as costas de prazer. Depois disso, ele deu mais algumas investidas e eu derreti, ele continuou e logo foi a vez dele de chegar ao seu ápice, explodindo dentro de mim. Ele deitou sobre o meu corpo, e apoiou sua cabeça entre meus seios, até nossos batimentos voltarem ao normal
- Que loucura foi essa? - disse ele sorrindo
- Vai me dizer que o Sr Mars não curte uma loucurazinha de vez em quando? 
- Curto, mas nunca tinha transado com ninguém e nem deste jeito assim numa praia correndo o risco de ser pego 
- Fala sério, a vida é feita de pequenas loucuras ..
-  Tem razão, mas acho melhor irmos embora
- Tudo bem, vamos, você acabou comigo literalmente
- E eu? To morto de cansado dessa loucurazinha sua - disse ele e se levantou de cima de mim, levantou a calça e catou o resto das suas roupas, enquanto eu ajeitava meu vestido e colocava minha calcinha de volta
- Quer ir descansar na minha casa? - disse, ainda na esperança dele concordar
- Acho melhor não, a sua irmã .. - ai, que droga, Karol me paga!
- Ah, é mesmo. As vezes me esqueço dela. Não vejo a hora daquela coisa se casar pra eu ter o apartamento só pra mim
- Isso é que é amor de irmão - disse sorrindo
- Pois é, apesar de tudo, eu amo aquela chata - Ele sorriu e me abraçou de lado (ai que lindo) e fomos em direção ao carro dele. Eu disse que o havaiano não me escapava ...

~ Bruno

Entramos no carro sujos de areia e satisfeitos sexualmente falando. Eu estava cansado ainda da bebedeira da noite passada e da loucura que eu acabara de ter feito. Um dia longo no estúdio me aguardava no dia seguinte, então deixei Joyce em casa, que continuou insistindo pra que eu subisse e passasse a noite com ela, mas hesitei quando me lembrei que a irmã dela não fosse gostar de ter um “estranho” dentro da casa delas e também não estava afim de dormir com ninguém. Me despedi da Joyce com um beijo rápido e fui pra casa, indo direto tomar um banho, me jogar na cama e apagar de vez.

~ Karol

- Ai, é sério, Vanessa? Obrigada, a melhor chefe do mundo! - disse dando um abraço naquela linda. Essa foi a minha reação ao saber que estava de férias por 2 semanas. Já havia planejado o que ia fazer: Iria ao Havaí visitar e entregar os convites do meu casamento à minha mãe e as meninas, as irmãs de Peter. Sim, depois desse tempo todo, eu ainda falava com elas, e Presley é uma das minhas madrinhas. Não iria dizer a ninguém sobre a minha viagem, apenas John, meu noivo, saberia. Não queria que nem Joyce, nem minha mãe e nem as meninas soubessem, seria uma surpresa. Queria que John fosse comigo, mas ele está em Londres resolvendo "pendências" (ai, odeio essa palavra) da empresa do pai, onde ele trabalhava. Talvez seja melhor eu ir sozinha, assim, eu aproveito melhor a minha viagem.

~ Bruno

Nove horas da manhã, que droga, odeio acordar cedo. Deu vontade de jogar aquele despertador longe, mas fazer o que? Trabalho me chama. Tomei um banho rápido, me vesti com uma blusa azul, calça jeans e um all star. Um chapéu e um óculos pra completar



Desci e Dorothy já estava na cozinha, tomei um cafezinho rápido e parti pro estúdio. Trânsito bom, cheguei bem rápido. Os caras ainda não tinham chegado, só Phill estava sentado no sofá mexendo em algumas coisas
- E aí, Phill! - disse puxando uma cadeira e sentando perto dele
- Fala aê, cara. Como foi o fim de semana? 
- Foi bom, com umas loucuras, mas nada fora do normal - disse com um sorriso 
- O que tu aprontou, cara? - disse com uma cara de desconfiado
- Eu? Não aprontei nada, eu fui atacado!
- Como assim?
- Sabe a Joyce, da revista?
- Hã ..
- Então no sábado ela me ligou me chamando pra sair a noite. Não estava muito afim de ir depois da farra que vocês fizeram na minha casa, eu só queria dormir
- Cara, você esta ficando velho - riu - mas e ai vocês saíram?
- É, fomos naquele barzinho de música ao vivo perto da praia que gente ia. Aí ela resolveu que queria dar uma volta na praia, fomos lá pra trás daquelas pedras e ela me agarrou, cara, rolou ali mesmo
- Você é doido. Mas e aí, a Karol continua te perseguindo?
- Dessa vez não. To com uma idéia aqui, mas preciso da sua ajuda
- Fala ae, o que precisar ..
- Só quero que você não conte pra ninguém. Esse final de semana, já que não temos nada marcado, eu vou fazer uma visita pras minhas irmãs ..
- E por que o segredo todo?
- Porque eu vou interrogar elas sobre a Karol, e não quero que ninguém saiba disso, por enquanto
- Segredo guardado, mano. Vai lá, vou torcer pra tudo isso dar certo
- Valeu - fomos interrompidos pela gritaria dos outros hooligans entrando no estúdio ..

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Capítulo VI

Chegueeei, nesta merda, com mais treta de Still love you!
Quero coments, galera, se não der pra postar aqui, pode comentar no link do grupo, na nossa inbox e tal. bjo!

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~ Bruno

Depois que a garota que eu não consegui ver o rosto passou e saiu correndo como se estivesse fugindo da polícia, eu voltei ao meu trajeto até o estúdio da rádio. Pisei no primeiro degrau da escada e percebi alguma coisa brilhando no chão. Abaixei e peguei. Era uma pulseira, mas ela nunca seria uma simples pulseira
- Mas .. o que você tá fazendo aqui? - disse, me lembrando da ultima vez que a vi

Flashback on

Ela estava na praia, de frente pro mar, admirando o mesmo. Sorri e abracei ela por trás dando um beijo em seu pescoço
- Ai, Peter - disse rindo e virou olhando pra mim - Feliz aniversário de namoro
- Parabéns para nós - disse me aproximando e roubando um beijo dela - Eu tenho um presente pra você
- Amo presentes! O que é?
- Pra você - entreguei a caixinha preta aveludada a ela. Ela sorriu, abriu a caixa e fez uma expressão linda de surpresa


- Que pulseira linda, é a minha cara!
- Preta, né?
- É - riu
- Ela tem um significado ..
- Verdade? Qual?
- O infinito é o tamanho do meu amor por você
o "Love" é pra você nunca esquecer do meu sentimento mais sincero
As corujas simbolizam meu maior medo ... te perder
E a âncora, é pro nosso amor nunca balançar com a maré e levá-lo embora
- Peter .. que lindo - disse ela com seus olhos marejados, me abraçando e logo em seguida me dando um beijo

Flashback off

Será que .. era ela? Não, seria coincidência demais. Peguei a pulseira e a guardei no bolso, e continuei seguindo até o estúdio da rádio

~ Karol

Terminei meu banho relaxante, me sequei e vesti uma roupa confortável. Voltei ao banheiro e olhei na borda da banheira ..
- Ué, cadê minha pulseira? - Comecei a vasculhar o banheiro todo e nada - Ai não é possível  eu não posso perder essa pulseira - Voltei pro quarto e tirei os lençóis e forros de cama a procurando - Ai eu não acredito - disse sentando na cama bagunçada sentindo meus olhos marejarem. Era o fim, eu havia perdido a única lembrança que eu tinha do meu Peter. O único jeito de lembrar dele. - Será que caiu em algum lugar da casa? - Saí em disparada começando pela sala .. Aquela busca iria ser longa, eu não ia descansar enquanto não achasse minha pulseira

~ Joyce

Fui almoçar em casa hoje, pra quebrar a rotina e quando abro a porta do apartamento ..
- Mas que .. KAROLYN, PASSOU UM FURACÃO AQUI? - gritei e fechei a porta. Fui até o seu quarto e a bagunça era generalizada 




- Você enlouqueceu? O que aconteceu aqui?
- Eu perdi minha pulseira .. A pulseira que Peter me deu - disse ela com os olhos jorrando lágrimas. Era só o que me faltava ..
- Tá de sacanagem com a minha cara .. É por isso essa bagunça toda? Por causa da pulseirinha barata que um namoradinho de adolescência te deu, e que provavelmente nem lembra mais que você existe?
- NÃO FALA ASSIM DO BR ... DO PETER!
- Você só pode estar ficando maluca! Revirar o apê todo só por causa de um presentinho bobo 
- Bobo? - disse ela incrédula - Aquele foi o presente mais lindo e sincero que já ganhei em toda minha vida
- Você é muito idiota mesmo. Os homens são assim, eles dão presentes, conquistam, pegam e depois largam. Você se vende muito barato!
- Eu jamais me vendi, o que sinto .. sentia por ele era de verdade!
- Se fosse verdade, ele estaria agora com você e não perdido pelo mundo sabe-se lá aonde. Você deveria ser mais esperta e exigir umas jóias mais caras e não aquelas bijuterias que nem a sua pulseira - Ela parecia com raiva e levantou para protestar
- Você nunca mais fale assim, não sabe de nada. Eu não sou igual a você que fica com os homens por sua conta bancária e não pelo que eles têm por dentro
- Quem se importa com beleza interior é arquiteto, ok mana? - ela olhou para mim como seu tivesse a humilhado na frente de quem ela mais amava
- Você ainda vai pagar muito caro por fazer as pessoas de degrau ..
- Medo de você - disse sem fazer expressão nenhuma
- SAI DAQUI JOYCE ! - disse ela gritando
- Ok, eu saio - disse saindo do quarto e fechando a porta. Mas abri de novo e falei pra ela - Ah, e não esquece de arrumar a bagunça que você fez!
- SAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIII ! - gritou ela jogando uma almofada na minha direção

~ Karol

Que Joy era oportunista e interesseira, eu sempre soube. Mas quando o assunto era 'Peter', ela mudava completamente. Virava uma completa ignorante, dizia sempre que não estava nem aí pros homens e só queria se divertir. Ai se ela soubesse que o Bruno que ela está interessada, é o meu Peter que ela tanto odeia ..



~ Bruno 

Saímos da rádio e fomos pra minha casa. Os caras não paravam de ligar pro Ryan perguntando que horas nós iríamos pra começar a bagunça, o problema, é que eu não tava com clima nenhum pra festa, aquela parada da pulseira me deixou pensativo. Mas como aquela índia não parava um só minuto de dizer pra eu me animar, que a festa iria ser legal e tal, eu resolvi deixar pra lá.
A minha casa foi invadida. Tinha música alta, bebida, homem pulando na minha piscina ( Lê-se Phredley), gritaria .. É, a festa tava animada. Gritaram muito quando eu cheguei e foram logo dando um copo de Whisky na minha mão. Conversei com eles um pouco, mas logo me afastei e sentei em uma espreguiçadeira perto da piscina. Hora ou outra eu ria das palhaçadas do Phill imitando as meninas da grade dos shows, ele fazia umas caras engraçadas. 


Mas eu não estava prestando muito atenção a minha volta, e alguns já tinham percebido que eu tava muito quieto
- O que aconteceu, mano? Tá aí paradão só olhando .. - disse Phill sentando na espreguiçadeira ao lado
- Não é nada, só cansaço
- E esse cansaço se chama 'mulher' ? - disse levantando uma sobrancelha
- Não dá pra esconder nada de vocês - sorri de lado
- Ainda bem que você sabe. Conta aí, o que aconteceu?
- Vamos lá pra dentro, e eu te conto tudo .. - disse levantando e levando ele pra dentro de casa. Ficamos conversando na cozinha, onde não fazia muito barulho
- Fala cara, o que tá rolando?
- Lembra quando eu te conheci e te contei que tinha deixado uma namorada pra trás?
- Lembro, a Karolyn, né?
- Isso aí
- O que tem a ver ela com você estar estranho? Não que você já não seja estranho, mas beleza .. - disse ele rindo
- É sério cara - disse sorrindo - Ou eu estou ficando louco, ou alguém ta brincando comigo
- Conta isso direito, to entendendo nada!
- O resto você sabe né? Que eu prometi ir buscar ela assim que a situação melhorasse, mas acabei nem indo lá ..
- Hã, o que isso tem a ver? Ficou com saudade é?
- Na verdade sim. Nunca a esqueci
- Pow mano, por que você não foi atrás dela quando teve tempo?
-  Sei lá, acho que medo dela me rejeitar, ou até decepção.E também eu nunca mais dei notícias. Prometi que ia buscá-la e talz e sumi
- Você só ia saber se ela ia te rejeitar se você arriscasse! Sempre te disse isso
- Eu sei, mas essa coisa toda da fama .. Me fez pensar que poderia ter tudo. Nesses ultimos 10 anos, mulher não foi o que me faltou. Agora refletindo assim, cada uma que eu fiquei uma noite foi pra apagar ou encontrar a Karol
- E o seu medo de se amarrar?
- Eu não pretendo mais se amarrar com ninguém. Não quero mais fazer ninguém sofrer assim como eu fiz com ela. Eu fico pensando se ela ainda se lembra de mim. Se ela não conseguiu me esquecer assim como eu não consegui esquecer ela ..
- Aí eu não posso te ajudar .. Por que você não a procura?
- Tá louco? Dez anos depois eu chego no Havaí atrás dela e a procuro com que cara? O que eu vou falar pra ela? E pior: Se ela seguiu a vida e formou uma família como ela sempre sonhou?
- Tá beleza. Mas o que tudo isso tem a ver com o fato de você estar ficando louco?
- Ah . Lembra que na semana passada fomos pra Spectrum e eu levei a Joyce, editora-chefe da revista?
- Ham, o que tem ela?
- Então, essa coisa toda do jantar e da boate depois, foi meio que um encontro que o Ryan armou pra mim
- Mano, se ela não fosse editora coisa nenhuma? E se fosse uma louca, piscicopata?
- Também pensei assim, mas a índia me garantiu que tava tudo certo, que ele tinha conhecido ela por causa da capa do mês que vem que eu vou sair e tal
- O que essa mulher tem a ver com a Karolyn?
- Eu nunca tinha visto ela. Aí no dia do jantar, eu fui buscá-la e quando bati o olho, cara eu não acreditei, ela e a Karol são muito parecidas. Se eu não estivesse sóbrio eu ia jurar que era Karol numa versão mais atual - disse rindo fraco
- Ou é loucura ou azar demais da sua parte sair com uma garota que parece com a sua namorada de adolescência que você magoou, cara
- Só pode cara. Até o Ryan ficou assustado quando viu ela na boate, apesar dele já ter visto ela antes, mas não tinha reparado na semelhança
- Cara, isso não existe. A não ser que .. - ele deu uma parada e fez uma cara estranha
- A não ser que o que, cara?
- Você conheceu a família dessa Karol, cara?
- Só uma parte dela, conheci a mãe e soube que ela tinha uma irmã mais velha que morava com o pai em outro lugar. Mas o que tem a ver ?
- E você sabe onde essa irmã dela mora e nem se a Karol continua morando no Havaí?
- Sei lá, nunca mais procurei saber
- E se de repente essa Joyce for algum parente dela?
- Não pode ser .. Será, cara?
- Nunca se sabe ..
- Vou procurar saber disso. Eu gostaria muito de ver a Karol, nem que fosse só pra saber como ela tá
- Ué, vai atrás dela, cara .. Deixa esse medo de que ela vai estar com alguém de lado
- O pior é que não é só isso ..
- Tem mais?
- Tem. Lembra quando eu disse que vinha pra casa porque tava cansado? Era mentira, era pra trazer ela aqui pra casa e ..
- Huumm. Sabia que não ia perder tempo - disse ele sorrindo malicioso- E aí, como foi?
- Esse é o ponto. Não foi - disse desanimado, lembrando da cena
- Como assim cara?
- A gente veio pra cá, maior fogo, maior agarramento. Quando chegou na hora, que eu olhei pra Joyce eu vi a Karol olhando pra mim e travei. Sei lá, vei, eu não consegui mais ..
- Tenho três teorias: 1 - Ou você tá obcecado pela Karol; 2 - Você tá ficando louco; 3 - Você tá perdendo fogo - disse e riu muito depois
- Não tem graça. É sério, eu fiquei frustado. Tudo nela lembrava a Karol, então eu decidi levar ela pra casa e ligar depois
- E você ligou?
- Sei lá, cara, eu vou ver isso depois. Eu tava pensando em remexer esse passado todo, e resolver isso. Não posso ficar assim pra sempre
- Remexer em passado nunca é bom. Mas e aí, o que ta pensando em fazer?
- Eu quero ir no Havaí. Perguntar tudo pras minhas irmãs, procurar pela Karol .. Mas hoje aconteceu uma coisa inexplicável
- O que?
- Hoje quando eu fui na entrevista, eu tava tão apressado que acabei esbarrando com uma garota na porta da rádio, ela saiu apressada e nem me deu atenção e parecia que tava se escondendo de mim. Quando eu fui subir a escada, eu encontrei isso - Tirei a pulseira do meu bolso e mostrei pro Phill - perto do meu pé. Essa pulseira, Phill é idêntica a que eu dei a Karol no nosso 1° aniversário de namoro
- Mas cara, existem várias pulseiras iguais
- Iguais a essa? Nunca. Eu mandei fazer especialmente pra ela. Cada pingente desse tem um significado
- Procura um padre, cara. Tá ruim pro seu lado
- Eu to perdido - disse me debruçando na mesa de mármore branco
- Cara, isso tudo pode ser um sinal de que sua Karol pode estar mais perto do que você imagina
- Será? Eu duvido um pouco, ela jamais largaria o Havaí
- Você também dizia que nunca sairia de lá e olha agora?
- É, as coisas mudaram. Se eu pudesse voltar atras eu faria tudo diferente
- Bom, a máquina do tempo ainda não está disponível, mas o que precisar, estamos aí. Talvez é essa oportunidade que a vida tá te dando e você precisa aproveitar
- Farei isso - disse guardando a pulseira no bolso. Até o Phred chegar na minha cozinha todo molhado - Poha Phred, ta molhando minha cozinha toda! 
- Foi mal aí, o que vocês estavam fazendo aqui na cozinha sozinhos?
- A gente tava namorando, por que, não podemos ter privacidade? - disse Phill me agarrando e eu morrendo de rir
- Viadagi - disse Phred rindo e saindo da cozinha

- Bora, cara, aproveitar a festa - disse Phil e voltamos pro quintal onde estavam os caras.


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Capítulo V

Cheguei com mais um capítulo cheio de emoções!
Obrigada pelos coments do cap anterior, mas acho que pode ter mais em.
Espero que gostem desse, beijos 

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~ Karol

Abri os olhos bem devagar. Dormi muito tarde ontem e estava muito cansada, mas eu precisava terminar aqueles banners. Olhei no relógio digital em cima do criado-mudo e .. merda!
- Nove horas? Ai caramba to atrasada! - saí desesperadamente da cama, cambaleando e tropeçando em tudo, indo direto pro chuveiro. Tomei um banho a jato, coloquei um roupão, passei apenas uma escova no cabelo e deixei ele com caimento natural. Nos olhos, apenas uma máscara para cílios e uma sombra escura e nos lábios um batom rosa bem fraquinho.
Abri meu closet e peguei as primeiras peças  que estavam na frente: Uma camiseta cinza de mangas dobradas, calça azul marinho e meu bom e velho all star
Catei bolsa, notebook, carteira, chaves e saí do apartamento. Peguei um taxi e em poucos minutos estava lá
- Bom dia Paola, sabe se alguém da Zip passou por aqui? - disse perguntando a recepcionista
- Não passaram, não Karolyn 
- Graças a Deus. Obrigada - segui pra sala da Vanessa, a minha 'chefe', eu auxilio ela na criação de slogans, logotipos, banners e etc. Entrei na sala, mas não tinha ninguém, então entrei na minha sala que fica ao lado da dela e deixei minhas coisas. Logo ela entra me dando uma bronca
- Tá atrasada, Karolyn! Onde estava?
- Desculpa Sra Mahoni, é que eu fui dormir tarde ontem por causa dos banners e acabei acordando a essa hora
- Tá perdoada. Quero que me faça um favor. Imprima as opções de banner e leve na área de administração da rádio, por favor - disse e saiu. Assim eu fiz, imprimi as coisas e saí pra levar. Peguei um táxi e logo cheguei. Entreguei as opções a recepcionista, ja que o diretor não estava e fui embora. Chegando perto da saída/entrada da rádio eu o vi. Uma carinha de preocupado, cabelos cacheados e sem chapéu, uma camiseta preta com um desenho de uma águia, calça bege escura e tênis. 



Fui andando sem parar de olhá-lo, até que percebo que estou no meio da escada e me esbarro com ele. Droga! Eu tinha que sair dali o mais rápido possível.  Percebi de alguma forma que ele tentava olhar pro meu rosto e eu fazia de tudo pra que isso não acontecesse. Fiquei o tempo todo de cabeça baixa, me escondendo entre os papeis que caíram para ele não me reconhecer e me perseguir.
Antes de sair correndo que nem uma louca, apenas ouvi ele pedir desculpas. Catei o resto dos papeis que estavam no chão e saí correndo, dizendo um "não foi nada" que saiu como quase um sussurro. Entrei no primeiro táxi que vi e pedi pra que me levasse de volta a agência. Eu estava muito nervosa e precisava disfarçar ..

~

- Você não pode trabalhar desse jeito, Karolyn. Olha seu estado! - ela tava exagerando, só porque eu estava com a respiração descompassada e tremia sem parar
- Eu to bem, dona Mahoni
- Não está. Vai pra casa, amanhã você termina esse portfólio, vai - Não tinha como discutir com ela. Guardei minhas coisas e saí

~

Abri a porta do apartamento e o encarei vazio. Ainda não tinha caído a ficha do que tinha acabado de acontecer. Depois de tanto tempo sem vê-lo, eu ainda me sentia assim, como uma adolescente após seu primeiro beijo, pelo simples fato de ter esbarrado com ele. Eu ainda tinha esperanças de que poderia ser algo da minha cabeça. Mas quem eu estou enganando .. Sei que tudo foi tão real, que ainda sinto o cheiro de perfume fino masculino que impregnava o seu corpo, e que agora se espalha pelo meu quarto. Depois de tantos anos, apenas ouvindo notícias por alto que saem na mídia, saber que ele continua o mesmo Peter que eu amei e sempre vou amar por toda a minha vida, me deixava nervosa e feliz ao mesmo tempo.
Feliz por saber que ele não mudou pela fama, não se deixou levar pelas coisas que vêem fácil e provavelmente, dava valor pelas coisas simples da vida, assim como ele era
E nervosa por ele estar saindo com a minha irmã, sem ao menos saber quem se trata. Agora mais do que nunca, Joy não pode saber que o "gato havaiano" dela, um dia foi o meu Peter. E não posso permitir de jeito nenhum que "encontros" como esse aconteçam, até porque, ele seguiu seu rumo e eu o meu. Apesar de Joy gostar de uma aventura e não querer se amarrar, eu sinto que ela está se encantando pelo Peter.
Estou de casamento marcado, e amo meu noivo, John Pauline. Faço de tudo para que o nosso relacionamento dê certo, pois tenho medo de que aconteça a mesma coisa que eu e Peter, quando eu tinha 16 anos.
Apesar da pouca idade, eu sofri muito, várias noites pensando nele, sonhando com o dia em que ele viria me buscar para morarmos juntos em Los Angeles, assim como ele sonhava. Mas não foi bem assim. Peter me abandonou, nunca mais ligou nem mandou notícias, eu desisti de nós e decidi estudar, e vir pra Santa Mônica, onde atualmente, moro com minha irmã. 
Sempre fui muito certinha, não gosto de magoar quem eu amo e neste momento quem mais importa pra mim é Joyce e John, e não me deixarei levar por esses sentimentos ocultos e acabar fazendo um estrago ainda maior na minha vida. Sim, passei a ser racional demais pra correr riscos como esse, e acabar com a minha vida.
Decidi tomar um banho para relaxar e espantar esses pensamentos turbulentos da minha cabeça. Enchi a banheira, coloquei uns sais relaxantes e liguei a rádio. 




Tocava uma musica tranquila, algo como Norah Jones - Don't Know Why. Me despi, entrei na banheira e fui relaxando e me soltando ao som daquela musica super calma, até que ela acaba e percebo que a rádio que a tocava, era a mesma em que Peter ia dar entrevista, a tal da rádio Zip
- Só pode ser brincadeira - lamentei. Quando ouvi o locutor anunciar o nome dele, e ele dizer um lindo 'boa tarde', me levantei mais do que depressa para mudar de estação. Mas a curiosidade falou mais alto, será que ele iria tocar no nome da Joy?
Já que a emoção falou mais alto que o coração, resolvi voltar pra minha banheira e ouvir a tal entrevista. Começou como qualquer outra entrevista de alguém que acabou de lançar um CD, as mesmas perguntas de praxe. Aí veio a parte, que mais me chamou atenção e me fez sentir um nervosismo incomum
- Bruno, sei que você não gosta de falar da sua vida pessoal, mas é inevitável
- Eu sei 
- Ontem você foi visto muito bem acompanhado em uma casa noturna, com a editora-chefe da revista Rolling Stone, onde você vai sair na capa desse mês .. A pergunta é: vocês estão namorando? - Peter riu alto, o que me deixou confusa
- Ah não, somos apenas amigos
- Uma amizade colorida?
- Não, nem isso. Meu coração já tem .. - e parou de falar de repente
- Já tem alguém domando esse coração apaixonado e romântico, como você descreve nas músicas?
- Na verdade não é assim ..
- Como assim, Bruno? Nos explique isso
- Não tenho o que explicar. Acho que me expressei mal, ja tive sim um grande amor, algumas paixões, mas a Joyce não é nada além de amizade mesmo
- Entendemos, Bruno. Então vamos de música?
- Claro!
- Vamos lá, fica à sua escolha 

~ Bruno




- Bom, a musica que eu vou cantar, está no meu novo CD, e se chama 'When I was your man'

Same bed, but it feels just a little bit bigger now
A mesma cama, mas parece um pouco maior agora
Our song on the radio, but it don't sound the same
Nossa canção no rádio, mas ela não soa como antes
When our friends talk about you
Quando nossos amigos falam sobre você
All that it does is just tear me down
Tudo o que isso faz é me arruinar
Cause my heart breaks a little
Porque meu coração se parte um pouco
When I hear your name
Quando ouço o seu nome
And all just sounds like ooh, ooh, ooh, ooh, ooh
E tudo soa como uh, uh, uh, uh, uh

Too young, too dumb to realize
Jovem demais, tolo demais para perceber
That I should've bought you flowers and held your hand
Que eu deveria ter lhe comprado flores e segurado sua mão
Should've give you all my hours when I had the chance
Deveria ter te dado as minhas horas quando tive a chance
Take you to every party
Ter levado você a todas as festas
Cause all you wanted to do was dance
Porque tudo o que você queria era dançar
Now my baby is dancing, but she's dancing
Agora minha garota está dançando, mas está dançando
With another man
Com outro homem

~ Karol

Realmente, a música era linda. Mas prestei bem atenção na letra. Se ele soubesse que estou noiva, diria que essa musica era para mim. Nunca parei pra ouvir uma musica dele, mas sei que ele sempre foi um bom compositor, e expressava bem seus sentimentos em uma música. Será que era pra mim? Será que ele ainda sente saudades de alguma coisa? Certeza que não, ele me esqueceu, e acho que essa música era para 'as paixões' que ele teve depois de mim, como disse na entrevista. 
Quando me dei conta, o locutor estava se despedindo dele, e me dei conta que nem ouvi o final da entrevista. Por um lado, eu fiquei .. feliz(?) , por ele ter dito que Joy não passava de apenas uma amiga. To vendo que vai ser difícil tirar ele de mim ..

domingo, 4 de agosto de 2013

Capítulo IV

Olá pessoas .. 
Agradeço a todas que comentaram no ultimo cap, e você que não consegue comentar por aqui: Deixa la no link do grupo, ou na minha inbox ou da Monique! Espero que gostem desse cap ;]

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Capítulo contém cenas quentes (:


Descemos pra pista e tocava Beyoncé - Naughty Girl . Joyce logo se soltou, dançando de um jeito bem sensual e provocante, que estava começando a me deixar animado. 




Como tinha decidido que ia curtir a noitada, me entreguei a mistura de: Bebidas + Joyce + Dança sensual.
Ela estava me provocando de um jeito que se ela imaginasse as consequências, ela não o faria. ou faria?
Ela rebolava, esfregava sua bunda na minha carrot, fingia que ia me beijar, mas não me beijava .. Eu já tava ficando fora de mim e por impulso a peguei pela cintura e a beijei selvagemente, a apertando cada vez mais forte. Naquela hora eu queria sumir dali com ela, queria tê-la somente pra mim, em minha cama e completamente nua
- Vamos sair daqui? - disse ofegante por conta do beijo
- Leu minha mente - disse sorrindo - mas, pra onde vamos?
- Minha casa, pode ser?
- Claro - disse com um sorriso safado e me beijou mais uma vez
- Vamos só nos despedir dos meninos e vamos, ok? - Ela concordou e voltamos pra área vip.
Chegando lá, encontramos os meninos pra la de Bagdá, bem alegrinhos. Avisei que estava indo embora com a Joyce, porque estávamos cansados (menti). Ryan olhou pra mim com cara de "huuumm .. hoje tem" e eu ri

~

Chegamos na minha casa e abri a porta
- Bem vinda ao re .. - ela não deixou eu terminar a frase e foi literalmente me atacando com um beijo selvagem e cheio de desejo. Tá, eu confesso que eu gostei desse atitude, gosto muito de mulheres que tomam a iniciativa.
Ela passava a mão pela carrot, que já estava bem visível por cima da calça, me apertava tanto contra si, que parecia que íamos entrar um no outro (mas vamos, né seu retardado? Ta, falei comigo mesmo .. voltando), eu passava a mão pelo seu corpo, sem medo e sem nenhum pudor.
Com tanta loucura, saímos andando pela casa sem destino e acabamos parando na cozinha, onde eu tirei seu vestido, deixando-a seminua, ela rasgou minha blusa branca por trás, ja que minha camisa xadrez ela tinha tirado na sala e desabotoou minha calça, mais que depressa a sentei na mesa da cozinha de frente pra mim. Beijei toda a extensão do seu corpo até chegar onde mais queria .. a bunny. 



Tirei sua calcinha bem lentamente e a vi desfalecer, saboreei cada cantinho de sua intimidade deixando ela arqueando as costas de prazer, ela gemia que nem uma louca implorando pra me ter dentro dela (entendeu? me ter .. ah esquece)
Fiz uma parada estratégica, e fui beijando todo seu corpo, começando pelos pés, depois as pernas, virilha, barriga, seios - onde dediquei um certo tempo - e fui subindo pelo seu pescoço até chegar na boca, onde me assustei ao ver o rosto angelical de Karolyn me olhando com desejo. Congelei. Sacudi minha cabeça pra espantar aquela visão e o rosto de Joyce voltou ao normal, mas me olhava sem entender nada
- Tá tudo bem, Bruno? - disse ela um tanto preocupada
- Haam .. tá sim - disse sorrindo torto - Me desculpa Joyce, eu não posso continuar com isso - Ela fez uma cara de decepção com fundo de raiva, sabe?
- T-tudo bem Bruno - Saí de cima dela e fui catando minhas roupas e as dela. Ela se vestiu
- Então ... eu vou pra casa, ok?
- Não, você não vai sozinha, eu te levo. Vamos - disse oferecendo minha mão a ela, que a pegou e me acompanhou até o carro. No caminho não falamos nada, o que acabou de acontecer foi simplesmente inacreditável. Paramos em frente a um prédio, não muito luxuoso, mas bem bonito. Paramos em frente a ele, e onde Joyce apontava e dizia que era o seu apartamento, vi uma luz acesa
- Você não quer subir e tomar alguma coisa? 
- Não Joyce, acho que sua irmã não vai gostar de ter uma pessoa estranha no apartamento dela a essa hora né? - olhei no relógio, e já passava das 2 da manhã
- É verdade, essa é uma das desvantagens de morar com a chata da minha irmã - sorriu de lado
- Não costumo dizer isso, mas, eu sinto que você é diferente ..
- Diferente ... das vadias que você sai ?
- Por aí .. Me desculpe mais uma vez Joyce, eu espero te ver mais vezes
- Se depender de mim, nos veremos muitas vezes - ela sorriu e eu inclinei para beijá-la, demos um beijo caloroso, de despedida - Boa Noite, Bruno
- Boa Noite, Joyce - e ela saiu do carro, entrando no prédio. Fui pra casa, ainda pensando no que deu em mim a um tempo atrás

~ Joyce

Não acredito.
Foi a primeira frase que veio a minha cabeça depois do que aconteceu. O que houve com ele? Será que viu alguma coisa no meu corpo? Sei lá, só sei que não conseguir ir pra cama (ou pra mesa de cozinha no caso né) com o gato havaiano. Cheguei em casa, abri a porta e me deparei com Karol no sofá, quase dormindo com o notebook no colo
- Nossa, você ainda tá acordada? - disse fechando a porta
- Eu disse que tinha muitos trabalhos pendentes - disse ela quase sussurrando
- Você nunca relaxa, só pensa em trabalho, noivo, casamento .. nem curte a vida
- E quem disse que eu não curto a minha vida? Eu curto, da minha maneira
- É, tá maior curtição aí com esse portfólio do banner da Rádio Zip. Você não era assim Karol - disse tirando a sandália
- Eu não era assim como? 
- Assim, paradona. Desde que você teve essa decepção la com o seu namoradinho no havaí que você nunca mais voltou a ser a garota extrovertida, alegre e que amava uma festa, como antes
- As coisas mudam, Joy. Eu vou dormir, que eu to cansada - disse levantando e fechando o notebook e indo pro quarto. Estava indo pro meu quando eu ouço ela gritando 
- E O ENCONTRO COM O GATO HAVAINO?
- Um fiasco. Não cheguei onde queria com ele. Vou te dizer, é uma fera na cama .. - disse indo pro quarto sorrindo

~ Karol

- meu sex dragon - sussurrei, sorri e voltei pro quarto

~ Bruno

Fui pra casa pensando no que aconteceu. Na verdade, do que não aconteceu. Droga, nunca fui de negar fogo, ao contrário, sou incansável. O que será que está acontecendo comigo? Por que o fantasma de Karol não sai da minha mente desde o primeiro momento em que vi Joyce? Me fiz essas perguntas no caminho até minha casa, onde cheguei e me joguei no sofá com uma garrafa de wisky na mão e bebi tudo em questão de alguns minutos e aí, eu não lembro mais de nada
~
Acordei jogado no sofá, com a droga do telefone chato tocando na minha cabeça, e o pior é que não sei onde ele tá ¬¬'
Achei ele embaixo de uma almofada e atendi
- O que foi, índia?
- Como foi a noite, pegador?
- Não foi, brow
- Ih, o que aconteceu?
- Sei lá, cara. Na hora H eu vi o rosto da Karol na Joyce e congelei. Não conseguia pensar e ver mais nada na minha frente a não ser ela ..
- Procura um psicólogo, to preocupado com você
- Vai fuder, Ryan
- É serio, cara, desde que você viu essa garota que você tá desse jeito
- Pior que é verdade
- E então .. ?
- Prometi que ia ligar e me encontrar com ela de novo, mas nem sei se vou fazer isso 
- Você tem que ir, tem que apagar a Karol da sua vida
- Para de falar merda .. Karol nunca vai sair da minha vida, da minha mente nem do meu coração
- Awwn, que meigo. Mas cara, isso ta indo longe demais
- Eu sei cuidar de mim Potira, pode deixar. O que temos pra hoje?
- Só a entrevista na Rádio Zip sobre o CD, nada demais
- É, eu tinha esquecido. Valeu, vou tomar um banho e descansar, no final da tarde te encontro na rádio
- Ok cara, descansa mesmo, tá precisando - desliguei o celular e subi pro longo, relaxante e belo banho quente e me joguei na cama pensando em tudo isso, mas acabei me rendendo ao sono

~

Abri os olhos involuntariamente e olhei no relógio
- 16:30! Caralho, to atrasado! - me vesti a jato, calcei o tênis, peguei a chave do carro e disparei com ele com o destino da tal rádio.
Chegando lá, fechei o carro, disparei o alarme e quando olho pra frente, me esbarro com uma garota que estava descendo as escadas com uns papéis na mão




- Desculpa - disse sua doce voz que me deixou maravilhado

- Não, eu que peço desculpas, to atrasado e vim distraído - Não consegui ver seu rosto, ela ficava sempre de cabeça baixa, juntou os papéis rapidamente e saiu em disparada para rua a direita. Nem tive a oportunidade de perguntar seu nome ..