Cheguei com mais um capítulo cheio de emoções!
Obrigada pelos coments do cap anterior, mas acho que pode ter mais em.
Espero que gostem desse, beijos
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~ Karol
Abri os olhos bem devagar. Dormi muito tarde ontem e estava muito cansada, mas eu precisava terminar aqueles banners. Olhei no relógio digital em cima do criado-mudo e .. merda!
- Nove horas? Ai caramba to atrasada! - saí desesperadamente da cama, cambaleando e tropeçando em tudo, indo direto pro chuveiro. Tomei um banho a jato, coloquei um roupão, passei apenas uma escova no cabelo e deixei ele com caimento natural. Nos olhos, apenas uma máscara para cílios e uma sombra escura e nos lábios um batom rosa bem fraquinho.
Abri meu closet e peguei as primeiras peças que estavam na frente: Uma camiseta cinza de mangas dobradas, calça azul marinho e meu bom e velho all star
Catei bolsa, notebook, carteira, chaves e saí do apartamento. Peguei um taxi e em poucos minutos estava lá
- Bom dia Paola, sabe se alguém da Zip passou por aqui? - disse perguntando a recepcionista
- Não passaram, não Karolyn
- Graças a Deus. Obrigada - segui pra sala da Vanessa, a minha 'chefe', eu auxilio ela na criação de slogans, logotipos, banners e etc. Entrei na sala, mas não tinha ninguém, então entrei na minha sala que fica ao lado da dela e deixei minhas coisas. Logo ela entra me dando uma bronca
- Tá atrasada, Karolyn! Onde estava?
- Desculpa Sra Mahoni, é que eu fui dormir tarde ontem por causa dos banners e acabei acordando a essa hora
- Tá perdoada. Quero que me faça um favor. Imprima as opções de banner e leve na área de administração da rádio, por favor - disse e saiu. Assim eu fiz, imprimi as coisas e saí pra levar. Peguei um táxi e logo cheguei. Entreguei as opções a recepcionista, ja que o diretor não estava e fui embora. Chegando perto da saída/entrada da rádio eu o vi. Uma carinha de preocupado, cabelos cacheados e sem chapéu, uma camiseta preta com um desenho de uma águia, calça bege escura e tênis.
Fui andando sem parar de olhá-lo, até que percebo que estou no meio da escada e me esbarro com ele. Droga! Eu tinha que sair dali o mais rápido possível. Percebi de alguma forma que ele tentava olhar pro meu rosto e eu fazia de tudo pra que isso não acontecesse. Fiquei o tempo todo de cabeça baixa, me escondendo entre os papeis que caíram para ele não me reconhecer e me perseguir.
Antes de sair correndo que nem uma louca, apenas ouvi ele pedir desculpas. Catei o resto dos papeis que estavam no chão e saí correndo, dizendo um "não foi nada" que saiu como quase um sussurro. Entrei no primeiro táxi que vi e pedi pra que me levasse de volta a agência. Eu estava muito nervosa e precisava disfarçar ..
~
- Você não pode trabalhar desse jeito, Karolyn. Olha seu estado! - ela tava exagerando, só porque eu estava com a respiração descompassada e tremia sem parar
- Eu to bem, dona Mahoni
- Não está. Vai pra casa, amanhã você termina esse portfólio, vai - Não tinha como discutir com ela. Guardei minhas coisas e saí
~
Abri a porta do apartamento e o encarei vazio. Ainda não tinha caído a ficha do que tinha acabado de acontecer. Depois de tanto tempo sem vê-lo, eu ainda me sentia assim, como uma adolescente após seu primeiro beijo, pelo simples fato de ter esbarrado com ele. Eu ainda tinha esperanças de que poderia ser algo da minha cabeça. Mas quem eu estou enganando .. Sei que tudo foi tão real, que ainda sinto o cheiro de perfume fino masculino que impregnava o seu corpo, e que agora se espalha pelo meu quarto. Depois de tantos anos, apenas ouvindo notícias por alto que saem na mídia, saber que ele continua o mesmo Peter que eu amei e sempre vou amar por toda a minha vida, me deixava nervosa e feliz ao mesmo tempo.
Feliz por saber que ele não mudou pela fama, não se deixou levar pelas coisas que vêem fácil e provavelmente, dava valor pelas coisas simples da vida, assim como ele era
E nervosa por ele estar saindo com a minha irmã, sem ao menos saber quem se trata. Agora mais do que nunca, Joy não pode saber que o "gato havaiano" dela, um dia foi o meu Peter. E não posso permitir de jeito nenhum que "encontros" como esse aconteçam, até porque, ele seguiu seu rumo e eu o meu. Apesar de Joy gostar de uma aventura e não querer se amarrar, eu sinto que ela está se encantando pelo Peter.
Estou de casamento marcado, e amo meu noivo, John Pauline. Faço de tudo para que o nosso relacionamento dê certo, pois tenho medo de que aconteça a mesma coisa que eu e Peter, quando eu tinha 16 anos.
Apesar da pouca idade, eu sofri muito, várias noites pensando nele, sonhando com o dia em que ele viria me buscar para morarmos juntos em Los Angeles, assim como ele sonhava. Mas não foi bem assim. Peter me abandonou, nunca mais ligou nem mandou notícias, eu desisti de nós e decidi estudar, e vir pra Santa Mônica, onde atualmente, moro com minha irmã.
Sempre fui muito certinha, não gosto de magoar quem eu amo e neste momento quem mais importa pra mim é Joyce e John, e não me deixarei levar por esses sentimentos ocultos e acabar fazendo um estrago ainda maior na minha vida. Sim, passei a ser racional demais pra correr riscos como esse, e acabar com a minha vida.
Decidi tomar um banho para relaxar e espantar esses pensamentos turbulentos da minha cabeça. Enchi a banheira, coloquei uns sais relaxantes e liguei a rádio.
Tocava uma musica tranquila, algo como Norah Jones - Don't Know Why. Me despi, entrei na banheira e fui relaxando e me soltando ao som daquela musica super calma, até que ela acaba e percebo que a rádio que a tocava, era a mesma em que Peter ia dar entrevista, a tal da rádio Zip
- Só pode ser brincadeira - lamentei. Quando ouvi o locutor anunciar o nome dele, e ele dizer um lindo 'boa tarde', me levantei mais do que depressa para mudar de estação. Mas a curiosidade falou mais alto, será que ele iria tocar no nome da Joy?
Já que a emoção falou mais alto que o coração, resolvi voltar pra minha banheira e ouvir a tal entrevista. Começou como qualquer outra entrevista de alguém que acabou de lançar um CD, as mesmas perguntas de praxe. Aí veio a parte, que mais me chamou atenção e me fez sentir um nervosismo incomum
- Bruno, sei que você não gosta de falar da sua vida pessoal, mas é inevitável
- Eu sei
- Ontem você foi visto muito bem acompanhado em uma casa noturna, com a editora-chefe da revista Rolling Stone, onde você vai sair na capa desse mês .. A pergunta é: vocês estão namorando? - Peter riu alto, o que me deixou confusa
- Ah não, somos apenas amigos
- Uma amizade colorida?
- Não, nem isso. Meu coração já tem .. - e parou de falar de repente
- Já tem alguém domando esse coração apaixonado e romântico, como você descreve nas músicas?
- Na verdade não é assim ..
- Como assim, Bruno? Nos explique isso
- Não tenho o que explicar. Acho que me expressei mal, ja tive sim um grande amor, algumas paixões, mas a Joyce não é nada além de amizade mesmo
- Entendemos, Bruno. Então vamos de música?
- Claro!
- Vamos lá, fica à sua escolha
~ Bruno
- Bom, a musica que eu vou cantar, está no meu novo CD, e se chama 'When I was your man'
Same bed, but it feels just a little bit bigger now
A mesma cama, mas parece um pouco maior agora
Our song on the radio, but it don't sound the same
Nossa canção no rádio, mas ela não soa como antes
When our friends talk about you
Quando nossos amigos falam sobre você
All that it does is just tear me down
Tudo o que isso faz é me arruinar
Cause my heart breaks a little
Porque meu coração se parte um pouco
When I hear your name
Quando ouço o seu nome
And all just sounds like ooh, ooh, ooh, ooh, ooh
E tudo soa como uh, uh, uh, uh, uh
Too young, too dumb to realize
Jovem demais, tolo demais para perceber
That I should've bought you flowers and held your hand
Que eu deveria ter lhe comprado flores e segurado sua mão
Should've give you all my hours when I had the chance
Deveria ter te dado as minhas horas quando tive a chance
Take you to every party
Ter levado você a todas as festas
Cause all you wanted to do was dance
Porque tudo o que você queria era dançar
Now my baby is dancing, but she's dancing
Agora minha garota está dançando, mas está dançando
With another man
Com outro homem
~ Karol
Realmente, a música era linda. Mas prestei bem atenção na letra. Se ele soubesse que estou noiva, diria que essa musica era para mim. Nunca parei pra ouvir uma musica dele, mas sei que ele sempre foi um bom compositor, e expressava bem seus sentimentos em uma música. Será que era pra mim? Será que ele ainda sente saudades de alguma coisa? Certeza que não, ele me esqueceu, e acho que essa música era para 'as paixões' que ele teve depois de mim, como disse na entrevista.
Quando me dei conta, o locutor estava se despedindo dele, e me dei conta que nem ouvi o final da entrevista. Por um lado, eu fiquei .. feliz(?) , por ele ter dito que Joy não passava de apenas uma amiga. To vendo que vai ser difícil tirar ele de mim ..


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