Taí, bem esquisito e talz
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Saí correndo da praia meio que sem rumo. Precisava pôr meus pensamentos em ordem. Por mais que Peter ainda mexesse muito comigo, eu não poderia ceder, ele tem a vida dele e eu a minha.
Disse coisas que eu não queria, mas que eram precisas, pelo menos naquele momento. Andei tanto, que quando percebi estava em frente a uma praça, onde vi vários casais apaixonados e crianças brincando. Sentei em um dos bancos e sonhei acordada: Ah, como eu queria que um daqueles casais fosse eu e ele e uma das crianças, um bebê nosso. Mas não, a realidade é outra, e está mais do que na hora de eu continuar seguindo a minha vida, e espero que ele faça o mesmo. Fiquei ali, refletindo em tudo e em nada ao mesmo tempo
~ Bruno
Fiquei no 'PP' vendo ela se afastar e logo desaparecer.
Peguei a garrafa e atirei longe, com raiva de mim mesmo: Idiota, por que você sempre faz tudo errado?
Sentei na rede e olhei pro lado. Sua ausência deixava um vazio, um espaço enorme. Parecia que ela estava ali, e eu só queria abraçá-la
" A deitei na rede e olhei no fundo dos seus olhos
And I promisse to love you
The rest of my life
Ela sorriu. O sorriso mais lindo que eu já tinha visto
- Eu te amo, Peter
- Eu te amo, Karol - e unimos nossos lábios. Aquele sim, eu poderia classificar como um dia perfeito"
Olhei pra imensidão do mar e o pôr-do-sol, pensando, se dias solitários como aquele, se repetiriam.
[...]
Acordei com um vento forte, a janela escancarada e as cortinas azuis balançando. Sentei na cama e olhei em volta: estava no meu quarto, mas ... como eu fui parar ali, eu não sei. Levantei com muito custo, indo direto pro banheiro tomar um banho bem frio, minha cabeça explodia e meu corpo estava tão dolorido que parecia ter passado um caminhão por cima dele
Vesti uma camisa branca, uma bermuda camuflada e coloquei um boné pra esconder o cabelo que eu tava com uma puta preguiça de pentear
.
- Ué, cadê todo mundo? - disse chegando na cozinha e vendo apenas Pres tomando café e lendo uma revista. Sentei-me do lado dela
- Saíram de manhã, acho que daqui a pouco estão de volta .. - disse sem olhar pra mim, dando uma golada no seu café e folheando a revista - Onde você se meteu hoje? - disse finalmente olhando pra mim - Nem vi você chegar!
- Fui na praia. Espairecer
- Como foi a conversa com ela?
- A pior possível. A gente brigou de novo, ela jogou tudo na minha cara e disse pra eu desaparecer da vida dela ..
- Calma maninho, olha, ela tá abalada ainda por te encontrar assim depois de tanto tempo
- Eu quero ela de volta!
- Tá meio tarde, você sabe disso ..
- Infelizmente. Eu vou fazer de tudo pra ela ser minha de novo, escreve o que eu to te dizendo
- Bruno, olha, ela tá seguindo com a vida dela, tá noiva, vai casar. Deixa ela em paz, você só vai piorar as coisas se continuar forçando
- Não! Eu quero ela de volta, ela vai ser minha!
- Teimoso como uma mula .. - disse ela fechando a revista bruscamente, deixando a xícara na pia e subindo pro quarto. Olhei para o quintal gramado lá fora, estava escurecendo e iria fazer uma noite linda. Parecia que eu via nossas 'almas' alí, reproduzindo tudo, como uma lembrança
" - VOCÊ É LERDO, VEM ME PEGAR! - disse ela correndo pra parte de trás da piscina e mostrou a lingua
- Vou te mostrar onde colocar essa lingua - disse correndo atrás dela, que rapidamente se deslocou até a parte gramada do quintal. Era uma noite abafada, o céu azul escuro estava estrelado e a Lua era a testemunha da nossa inocente brincadeira
- Você é rapida, hein - disse apoiando as mãos no joelho puxando ar
- Não, você que é lerdo!
- Garota, para de chamar assim - disse saindo em disparada atrás dela, que não deu tempo de correr. A agarrei por trás e a fiz me encarar - Quem é o lerdo agora?
- Você! Lerdo ... meu lerdo .. - disse encostando nossas testas e iniciando um beijo calmo. Finalizamos os beijos com selinhos e a peguei no colo de surpresa
- PETER!!!! - disse se debatendo pra sair do meu colo, mas não conseguiu, e eu me joguei na piscina com tudo junto com ela. Demos um beijo debaixo d'água e subimos á superfície o finalizando - Eu te amo, tartaruga
- Eu te amo, bunny"
- Você vai voltar a ser minha, Karol, vai sim ..
~ Karol
O colo dela, era o melhor do mundo. Aproveitei e chorei alí mesmo, sem se importar, eu queria colocar tudo pra fora
- Chora, minha princesa, chora muito. Esgota todas as lágrimas que tem aí - dizia minha mãe, acariciando meus cabelos e me acolhendo em seus braços
- Eu só queria que ele entendesse que eu vou casar, e não quero trair o John .. Só isso, que ele me deixasse em paz! - disse desabafando
- Ele vai te deixar em paz, meu amor. Essa é a ultima vez que ele tenta alguma coisa com você .. Vamos mudar de assunto, vem cá - disse pegando meu rosto e limpando minhas lágrimas - Pudim! - ela disse e imediantamente eu caí na risada. Mamãe sabia que a palavra "pudim" me fazia morrer de rir, o por que, eu não sei até hoje
- Mãaaee!!
- Pronto, tá bem mais bonita assim, sorrindo - dei um sorriso fraco
- Eu perdi o voo por causa dele, mas pelo menos consegui agendar pra amanhã de manhã. Eu preciso voltar pra casa!
- Você vai voltar, infelizmente, e eu só vou no grande dia mesmo. O pessoal da loja não me dá sossego
- Eu sei mãe, pelo menos você estará lá, fico feliz com isso
- Claro! Você acha que eu ia faltar logo no dia mais importante da minha menina?
- Eu sei que não - sorri
- Chega de conversa! Agora a senhorita vai tomar um banho, comer alguma coisa e ir pra cama, já!
- Me senti com 5 anos agora - disse e rimos muito
[...]
Levantei cedo na manhã seguinte, tomei um banho frio e vesti um cropped preto com o símbolo do superman, uma calça escura, meu bom all star, prendi o cabelo de qualquer jeito e pus uns acessórios básicos. Com preguiça de fazer make àquela hora da manhã, coloquei um óculos no rosto, e tá tudo certo.
Desci às escadas, e lá estava minha mommy linda preparando o café. Comemos juntas, com muitas risadas e um clima de despedida. Logo o táxi chegou e ela começou o drama, dizendo que eu era uma filha desnaturada que ia ver a mãe uma vez na vida outra na morte. Me despedi dela e entrei no táxi em direção ao Aeroporto ..
[...]
- 15C ... 15C .. Achei - coloquei minha pequena malinha no bagageiro e sentei apertando o cinto e olhando pela janela como de costume. Senti sentarem ao meu lado e me virei pra ver. Droga, por que eu fiz aquilo?
- K-Karol? - disse Peter, ofegante, sentado ao meu lado com uma cara de assustado
- Oi, Peter
- O que tá fazendo aqui?
- Acho que a mesma coisa que você. Voltando pra casa ..
- Ah sim. Tudo bem, eu não vou te incomodar - sorri fraco e voltei a olhar pro outro lado até ouvir aquelas vozes chatas de avião dizer:
"Senhores passageiros, apertem os seus cintos, pois por conta da decolagem, passaremos por uma turbulência. Tenham uma boa viagem"
Droga!
Mil vezes, droga!
Eu simplesmente morro de medo de turbulência, parece até que o avião está caindo, e mesmo sabendo que não está acontecendo tal fato, eu continuo tendo medo. Me segurei ao máximo na poltrona, mas foi inevitável: Assim que o avião começou a passar por turbulência, eu abracei o Peter fechando os olhos, como uma criança quando sente medo do bicho-papão. Imediatamente seu perfume invadiu minhas narinas e suas mãos me acolheram, e ele beijou o topo da minha cabeça dizendo "Não fica com medo, eu estou aqui, te protegendo". Pode parecer clichê, mas na mesma hora eu me senti mais segura, sentia até que a turbulência tinha amenizado um pouco ..
Assim que tudo acabou, eu me desvenciliei do abraço dele e voltei à postura
- Continua assim, tava tão bom .. - disse ele com aquele sorriso lindo com covinhas
- N-N-não, Peter, não posso .. Fica aí, e eu fico aqui - disse e virei pro lado assim como estava, ficando assim, a viagem inteira
~ Bruno
Me surpreendi com o abraço dela. Não sabia que tinha medo de avião, mas mesmo assim, a ajudei a superar, ela estava muito assustada e quase chorando, não tinha como ignorá-la. A abracei e passei a maior segurança pra ela, mas depois, ela me esnobou.
Tá, eu fiquei sem entender, mas ok, valeu a pena ter ficado só alguns minutos abraçado à ela. Alí eu percebi, que não deveria desistir da minha Karol.
Passamos a viagem inteira em silêncio, cada um virado pro lado oposto do outro. O avião pousou, e fomos pegar nossas bagagens na esteira. Ela pegou as dela e já ia saindo, quando eu vi a minha, a peguei e fui atras dela correndo
- KAROL! KAROL! - Ela parou e olhou pra trás com uma expressão de interrogação, que logo mudou pra séria quando me viu - Me espera, eu .. só ... quero .. falar .. com ... você
- Fala logo, tenho muita coisa a fazer - disse seca
- Eu quero te dizer - posicionei o dorso da minha mão em seu rosto - que eu nunca vou desistir de vo .. de nós .. O que temos não é apenas amor, e sim, uma ligação forte que nem outra pessoa pode quebrar - ela me surpreendeu: o seu olhar doce se transformou em ódio em uma fração de segundos, fazendo com que ela tirasse minhas mãos de seu rosto bruscamente
- Desiste! Me deixa em paz! SEGUE SUA VIDA, ENTENDEU? - pegou suas malas e deu as costas, não me dando a oportunidade de dizer nada
[...]
Minha tentativa foi um fracasso. Voltei pra casa triste, com a cabeça a mil. Peguei meu celular e ..
- Uoooouu, 15 chamadas perdidas e 2 mensagens de voz .. Como faz pra ouvir isso? - Cutuquei lá e achei
" Oi Bru, o que aconteceu? Eu to com saudade, me liga"
" Bruno, você sumiu. Quando puder, me liga"
Não reconheci a voz, mas quando olhei a foto ..
- Joyce .. - apertei em "chamar". Em três toques, ela atendeu
- Oi Bruno! Pensei que tinha esquecido de mim ..
- Não esqueci não, Joyce. E então, como estão as coisas?
- Estavam boas, você sumiu esse final de semana, a casa estava livre . rs'
- Ah, eu tinha que resolver umas coisas
- Que pena . Mas a gente pode marcar de sair?
- Éerr .. claro!


Ai sera que ele vai desistir dela??
ResponderExcluirEla também esta bem resistente né? Bem que ela poderia tentar dar mais uma chance a eles né?
Estou amando, e quero mais!!